A velha da Casa Amarela
Em uma casa amarela, com uma grande mangueira na frente, morava ela.
Seu nome era Maria.
Fazia doces, pães e outras iguarias.
Para as crianças ela era velha,
mas, pra ela , apenas uma menina com a pele
mais enrugada que as delas.
Em sua casa tinha balanço e tinha um canto cheio de bonecas,
tinha carrinhos de diversas cores para brincar nos dias de chuva.
Nesses dias também gostava de ficar em seu cantinho de leitura e ler fábulas sobre castelos e princesas enquanto assava os biscoitos de fécula.
Não recebia visitas, mas, os amigos do passado que já haviam partido, de vez em quando apareciam para lhe fazer companhia.
E Maria insistia em não crescer.
Fora filha única, seus pais a cuidaram com muito carinho.
Diziam que era um ser de luz, tanto que a apadrinharam com o nome da mãe de Jesus.
Maria era assim, sempre fora, uma alma menina , aprisionada no corpo de uma pessoa mais velha.
Nos tempos de hoje seria diagnosticada xom autismo aos 4 anos de idade, quando andava na ponta dos pés e a família ainda achava que seria uma bailarina. Mas, os tempos eram outros e na sabedoria dos antigos, ela era apenas a "menininha aluada". Depois do susto, suas habilidades foram voltadas para a cozinha e dali, Maria não era uma criança e sim, uma grande cozinheira com maestria.
Quando os pais partiram, ficou um tempo aos cuidados da tia, em seguida ficou só, mas, as bonecas e os livros viraram suas companhias.
Vendia doces e pães e assim sobrevivia.
Maria estava velha, bem velhinha, mas , seu jeito de ser lhe dera o apelido carinhoso de Dona Menininha. Maria Menininha,em seu mundo infantil que a engaiolara por toda vida. Era Ave Rara, de assobio frouxo quando do nada, cantava.
Dona Menininha da Casa amarela, da casa da grande mangueira, dos doces sem igual, vindos da jabuticabeira.
Maria Menininha, filha de seu Zé e Dona Joaquina, que nos dias em que a chuva, caía devagar nas telhas de casa, lavando as janelas e depois, sonorizando todos os cômodos com seu forte tocar,
Vestia seu vestido azul com paetês e lenços esvoaçantes, colocava sua coroa de princesa, dançava de pés descalços sem medo de se molhar.
Maria Meninininha, que não tinha pelo que brigar, esperava assim, seu tempo de cozinhar, bordar, sorrir, dançar e brincar passar.
Até o dia em que na velha casa amarela, de bonecas de tecido e flores na janela, alguém percebesse que ali sozinha, vivia só mais uma velha. A velha menininha da casa amarela. Que só precisava de gente de verdade pra brincar com ela!
Izabelle Valladares
" Acabei de escrever esse texto, para a Antologia " Palavras sem Fronteiras 7" 

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Armação de Búzios - Linda de Viver


Búzios, como é globalmente conhecida, é um município do estado do Rio de Janeiro localizado na Região dos Lagos. Faz divisa a oeste com Cabo Frio, município do qual se tornou autônomo em 1995. Localiza-se a cerca de 170 quilômetros da capital do estado.


É uma península com oito quilômetros de extensão e 23 praias, recebendo de um lado correntes marítimas do Equador e do outro correntes marítimas do pólo sul, o que faz com que tenha praias tanto de águas mornas quanto de águas geladas. Entre as principais praias, destacam-se Geribá, João Fernandes, Ferradura, Ferradurinha, Armação, Manguinhos, Tartaruga, Ossos, Tucuns, Brava, Rasa, da Gorda e Olho-de-Boi, e esta última reservada para a prática do nudismo.

Hoje, a cidade é tão visitada por turistas do mundo inteiro (principalmente dos argentinos) que alguns nos chamam de 'a Saint-Tropez brasileira'.

Armação dos Búzios, com seus ventos fortes, é ideal para a prática de iatismo, e vôo livre. É uma cidade que abriga diversas culturas com um grande número de estrangeiros. A temperatura média anual é de 24 °C e tem o índice pluviométrico mais baixo do estado de Rio de Janeiro, cerca de 750mm anuais apenas.
A Historia nos conta que no século XVI eram os índios tupinambás que ocupavam esta área, onde praticavam a pesca, a caça e o cultivo de mandioca e de milho. Eles mantiveram estreitas relações com corsários e contrabandistas franceses, que frequentavam a localidade para comprar pau-brasil (Caesalpinia echinata), pimenta e outros produtos nativos. Em meados do século XVII, a vila foi invadida por franceses e ingleses. Foi base de piratas, ponto de tráfico de pau-brasil e de desembarque de escravos africanos. Na Praia de Manguinhos, pode-se apreciar o cais de pedra feito pelos escravos. Mais tarde, os franceses foram expulsos pelos portugueses após sangrentas disputas que dizimaram significativamente a população indígena. No século XVII, ela era uma pequena vila de pescadores com vinte casas.

No fim do século, durante a guerra dos corsos, o navio Vingadores, de bandeira corsa argentina, bombardeou a costa de Búzios, como mostra o óleo sobre tela no Museu Histórico de Búzios, situado na Rua das Pedras.
No final do século XIX e início do século XX, Búzios começou a receber imigrantes portugueses que se uniram ao grupo de pescadores locais, ensinando-lhes novas técnicas de pesca. Nesse século, foi também criada a armação dos peixes de Búzios que consistia numa estrutura para capturar peixes, ocasionando então o nome do balneário: Armação dos Búzios.
Também se caçavam baleias para a extração de seu óleo, que era usado tanto para a iluminação da cidade de Rio de Janeiro quanto para exportação. Os ossos dos animais capturados eram enterrados na praia ao lado da Praia da Armação, dando origem ao nome de uma das mais famosas praias de Búzios, a Praia dos Ossos. Tempos depois, a área foi destinada para lavoura e criação de gado, sendo a pesca nesse trecho do litoral proibida. Terminada a proibição, a economia local permaneceu por longo período baseada na pesca e na agricultura em pequena escala até meados do século XX, quando surgiu uma nova atividade na região: o turismo.

O Alvorecer do turismo Buziano
A pacata aldeia de pescadores aos poucos foi se transformando num lugar de veraneio. No início, os turistas alugavam as casas dos pescadores. A origem do turismo em Búzios remete aos anos de 1940/1950, quando a cidade se resumia a um pequeno vilarejo de pescadores. Começou a ser apreciada por representantes das elites carioca e paulista, que fizeram surgir as primeiras casas, concentradas, até a década de 1960, nas praias de Manguinhos e do atual Centro (praias do Canto e Armação).
Esses visitantes recebiam em suas casas amigos ilustres, incluindo políticos e artistas, muitos deles estrangeiros. Com isso, a fama da cidade foi crescendo entre pessoas de classe alta de diversos países.
A silhueta topográfica de Búzios e suas praias paradisíacas, somadas à magia de seu astral, foram magnetizando seus visitantes, que voltavam a seus países contando da energia e dos encantos dessa península. No ano de 1973, a aldeia ainda se ligava a Cabo Frio por uma estreita estrada de terra, que nos tempos de chuva impedia a passagem de seu único ônibus diário. A fama de Búzios foi atraindo estrangeiros, particularmente argentinos e franceses, que se instalaram na cidade e foram abrindo diversos negócios
Foi assim que a localidade recebeu a mais cobiçada atriz de cinema da época: a francesa Brigitte Bardot, que, na ocasião, namorava Bob Zaguri, um marroquino que vivia no Brasil. Os dois se hospedaram na casa do russo André Mouriaev, então representante da Organização das Nações Unidas no Rio de Janeiro. Eles vieram passear e conhecer a cidade e admirar mais as belezas do Brasil. Esse fato foi em 1964, sendo considerado um grande marco para a cidade. Naquele momento, toda a imprensa mundial direcionou a atenção para a isolada vila de pescadores, acompanhando todos os passos da atriz através de um informante lá instalado. O impacto foi tamanho que até hoje existem referências à celebridade em qualquer ponto da cidade, na divulgação turística e na vida local.
Em sua homenagem foi esculpida, pela artista plástica e acadêmica da ALAB ( Academia de Letras e Artes Buziana) Cristina Motta, uma estatua de bronze de tamanho natural.
A amiga invasão de Los hermanos:
A cidade passou realmente a se desenvolver como cidade turística a partir da amiga invasão argentina no fim dos anos 1970. Fugindo da crise econômica em seu país, muitos argentinos chegaram a Búzios com bastante dinheiro, compraram muitas propriedades e estabeleceram residências e negócios. Até hoje, uma fração significativa do comércio e da hotelaria está nas mãos de argentinos, que são também figuras comuns na cidade como turistas. Porém a crise na Argentina desde os anos 1990 passou a limitar o fluxo de turistas argentinos.
Os latinos em geral têm acrescentado à cultura local suas artes, artesanato e criações diversas, que foram se integrando e, hoje, são copiadas e utilizadas pelo Brasil afora como hand-made in Brazil.
Informações Específicas:
ÁREA: 69,287 km²
ALTITUDE: 5 m
POPULAÇÃO: 28 278 habitantes
CLIMA: tropical, quente, porém venta bastante à noite.
SITUAÇÃO: Situado na Região dos Lagos, sudeste do Estado do Rio de Janeiro. Faz limite com Cabo Frio
DDD: 22







´Juntando poemas e aprendendo a ser poeta!

Ela e o Mar
E ela viu o mar e apoderou-se dele
E o mar a viu e dominou-a
Cansados de marés vazantes
Deixaram ambos de serem rasos
E completando-se em tudo
Passaram ambos a ser oceano profundo !


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Brincar de Deus

Tempos inglórios,
Vãs mentiras,
Cálidos personagens,
Vítimas do fim dos tempos...
Ah o tempo, vasto tempo
Bastardo, fútil,irreparável.
Quase nos atrapalha quando nos
Damos conta do seu passar.
Nos atropelando e roubando mais um dia.
Ah o tempo!
Não o tempo do poeta que saudosamente
Em pensamentos ouvia o canto dos pássaros,
Mas o tempo moderno, virtual
Que nos transforma cada vez mais
Em seres  cibernéticos,
Buscando sustentabilidade
emocional e física.
Tempo, ah se eu por um dia,
Pudesse brincar de ser Deus,
Divino, altíssimo, inimaginável,
Para brincar com o tempo,
Voltar, revirar, reviver, renovar
Trazer de volta quem amei,
Levar as mágoas para anos luz a minha frente,
Rasgar momentos que não valeram à pena,
Refazer  o tempo...
Mas tu ingrato tempo,
se perde até em meus versos,
Quando percebo o passar das horas,
Sem volta, neste labirinto de estrofes,
Que acabam, entre  ponteiros inexistentes
Lembrando-nos que o tempo do meu Eu
É o único que me permite brincar de Deus!

A imagem pode conter: Izabelle Valladares Mattos, sorrindo, atividades ao ar livre

Funesta!


Encontrei-a em uma manhã de domingo,
Cálida e gélida, ao meu lado, parecia buscar abrigo
Sem promessas, sem detalhes...presenteando-se,
aninhou-se !
Dias passam, seu perfume ...
ocupa todas as arestas
Suavizando a tez do ar e do lar,
Entre as sombras noturnas, desfez-se
Abrindo mão de seus véus,
acompanhei seu desnudar-se,
quase desnudando a mim mesma.
Seus véus,um a um pela manhã,
Vi me recolhendo quase a infâmia de um crime,
como se assim, pudesse mantê-la intacta.
Suavemente, Ofendendo-me diariamente
com sua despedida.
Antes, uma rosa, agora apenas ...
um vigoroso caule com espinhos, mas ,
para sempre na lembrança,
O que  transporta a  memória,
A uma bela manhã de domingo!




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Labirintos (Xote)
Nossa paixão só aumentou com o tempo,
Nossa distância  precisa acabar,
O nosso fogo só atrai saudades,
O nosso amor precisa se aconchegar.
Eu quero um cheiro, um dengo , um beijo
Eu quero ao seu lado caminhar,
Eu quero o sonho de um amor sereno
Eu tenho uma vida inteira para lhe dar.
Meu coração só quer dormir com par,
Meu calor precisa do seu olhar.
Pra lhe amar, não há distancias , labirintos ou desertos,
que eu não possa cruzar !
Pra lhe encontrar, não é preciso marcar hora nem lugar,
Só o xote pra guiar!

Pra lhe amar, não há distancias , oceanos  ou desertos,
que eu não possa cruzar !
Pra lhe encontrar, não é preciso marcar hora nem lugar,
Só o xote pra guiar!
Pra lhe encontrar, eu encaro um labirinto, sem cordão para voltar!
Autoria: Izabelle Valladares
Domingo 08/09/2013



Poema 6 –

 Mil Noites –

Sua chegada foi mágica, 
soaram em mim todos os acordes da Felicidade. 
Sua Estada foi rápida, simples, dinâmica, mas... 
Incrivelmente avassaladora. 
Despertando em mim, sentimentos gerados multiplamente, como
um caleidoscópio de cores fortes que mutilou parte do que era o Eu, transformando-o em nós e fez ventar por dias a alma e acordou cada centímetro do meu corpo. 
Seu calor me aqueceu, como se sua temperatura fosse quase que febril, e seu olhar inebriou... E se a sua voz instigou... Sua chegada estremeceu, desequilibrou. 
Se a felicidade era estar junto, então 1 hora antes, eu já começava a sorrir. 
Uma noite pode conter muitas noites dentro dela, a noite de amor, de luz, de êxtase, de cansaço pleno, mas de uma forma Inevitável, o Sol rasga o horizonte e sem dó nem piedade, com toda a força de sua luminosidade faz o escurecer sucumbir e a antes doce, agora amarga escuridão, passa a ser composta apenas de sombras. E o alvorecer, serve de bandeja a despedida. 
O Nuance dos corpos muda, as temperaturas esfriam, e começa um novo dia. 
E Ele partiu... 
Deixando marcas que não serão apagadas.
Seu tato tatuado em meus quadris, não deixa dúvidas que não foi um sonho. 
E ele se foi, voou para outros ares, fez de suas asas minha gaiola,
fez de sua partida minhas lágrimas e da esperança de sua volta, meu abrigo. 
Seu cheiro estancou do ego algo que há muito não era mexido, e o destino "Armando" uma cilada, me pôs a beira do nada, da vastidão desértica. Não do deserto físico, mas do deserto da alma, da sede de viver o inimaginavelmente pleno e assim...desejo sua volta, para que mais mil noites sejam vividas em uma , ou para que abra as portinholas desta gaiola e me liberte para novos voos, ou para que uma noite seja plena seja repetida vivida mais mil vezes ou em mais noites, e que mesmo que haja o Sol... do dia seja feito noite e dos corpos seja feita a Luz!

Poema Criado em Aracaju – 21 de Junho de 2015 –
Foto desse dia 
A imagem pode conter: Izabelle Valladares Mattos, sorrindo, em pé, praia, céu, oceano, atividades ao ar livre e natureza


Rainha de Copas



Como sempre acordei bem cedo,
pus nos ombros coragem,
do semblante espantei o medo,
Não tirei o peso da bagagem, só fingi que ele não estava lá entre amores e outras bobagens.
Hoje acordei felina, nociva,
disparada e afiada na língua,
louca pra ser mal interpretada e
pronta pra jogar todo o meu fel em quem ousar pisar na minha margem.
Hoje não é dia de tropeçar em mim,
nem de me encher de figurinhas repetidas, de conselhos toscos que só servem nas entrelinhas.
Minha caneta ágil,acordou retrátil,
pronta pra assinar o que vier
O contrato, o casamento, o divórcio, o ponto, o ódio
Hoje acordei releitura,
desfeita de contos da carochinha,
acreditando mais em mim que nunca.
Acordei pulando o que não interessa,
descrente do homem, descrente de tudo.
Hoje eu acordei e meu medo já estava lá. Não chorei, não me encolhi,
Não me senti triste.
Me olhei no Espelho, dedo em riste,
sou mais você que certos trapiches.
Olhei pro meu eu, pro meu ego, pro meu ser
e vi muito mais que me ofereceram.
Me deram ingratidão, me deram traição. Paguei com coragem e atitude. 
Fidelidade e ciúme.
Desfiz-me da dó, da tentativa de entender o incoerente.
Não o culpei, mas também não o perdoei.
Busquei dormir nos meus braços,
aconcheguei-me no meu próprio peito,
Busquei meu acalanto já tão ciente de como secar meu pranto
Deitei no meu ninho e beijei minha boca.
Me fiz forte.
Jamais fadada a espera,
Vesti-me de força, despi-me de esferas.
Não sou forma perfeita, 
Não me adéquo
Mas, sutilmente me encaixo, me acho.
Me jogaram a matilha, aprendi a seduzir as feras- ACORDEI- inexoravelmente bela,
plena, mesmo que por dentro exausta
de lutar com o mundo dos homens, desnorteada com tanta informação,
sem ser a mulher ideal a "recatada" e do lar.
Acordei mais uma vez de boca escarlate, novo round, xeque-mate.
Gloriosa, sou rainha!
Que recomece o combate..
Bom dia!
Izabelle Valladares

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Suícidio entre adolescentes aumenta e a culpa pode ser dos pais

A geração Nutella e sua facilidade de desistir da vida.
Cuidado que a culpa pode ser sua!
Essa Geração Nutella vai dar trabalho e a culpa é dos pais !

Tenho observado crianças mimadas e adolescentes cheios de vontades por todos os cantos.
Crianças que não se desconectam, adolescentes que não sabem pegar um ônibus, pedir um documento em uma repartição, pagar uma conta no banco. Enfim, verdadeiros serumaninhos idiotas que penso em que se transformarão quando forem adultos. Pais que acham que comprar um celular de última geração é uma obrigação, que comprar uma boneca de 500 reais é uma compensação porque o filho passou de série.Espera aí... isso não é uma obrigação dele? Já que não trabalha e não consegue nem arrumar suas próprias coisas e o que lhe resta é estudar?
Eu pelo menos penso assim.
E não é por estar em escola pública ou privada, é obrigação porque perdem tempo com assuntos inúteis, sabem tudo sobre as séries da Tv, a vida de blogueiros, os jogos etc, então não são burros, são mesmo idiotas.
Filhos que estão acostumados a receberem "Sim" pra tudo, a obterem respostas imediatas no simples passar de dedo na tela, que estão aprendendo que não podem esperar, não podem sonhar ou desejar, que tudo ficou no agora.
Crianças que não entendem respostas como "Vou pensar" essa atitude traz como maior prejuízo uma alienação em relação à realidade.
O adulto que tem o imediatismo cultivado, ao invés de controlado, tem dificuldade de compreender e se inserir no mundo, estamos criando uma geração despreparada para lidar com a vida, que espera por exemplo, que os pais sejam responsáveis por parte de suas contas de adultos, como pagar mensalidade escolar, plano de saúde dos filhos, pois são adultos que não conseguem gerir suas próprias vidas.
As Mães de hoje em dia se sentem incompetentes o tempo todo, pois , hoje em dia não somos só mães, somos quase heroínas, temos que trabalhar, cuidar do corpo, sermos atletas, psicologas, amantes, sociólogas, videntes, a porra toda. Isso gera em nós pais frustrações de falta de tempo, duvidas se estamos educando de forma correta e automaticamente e inconscientemente , os geradores do imediatismo esperado por nossos filhos.
Quando éramos crianças e uma geladeira queimasse, saberíamos lidar com aquilo até por semanas, pois não era simples entrar em uma loja, parcelar uma geladeira em 10x e esperar chegar em casa. Tinhamos que esperar, e não morríamos na espera.
Não conseguimos sustentar uma dúvida por muito tempo, um incômodo. Não sabemos lidar com um mal-estar neste mundo onde a felicidade é imperativa.
E a espera é preciosa no ato de podar a personalidade. Assim como a espera e o pensamento, porque eles ajudam a criança a crescer e a amadurecer. Crianças que não têm momentos de “mente vazia”, por exemplo, poderão sofrer graves consequências na vida adulta.
Alguém que está sempre entretido terá para sempre a necessidade de entretenimento constante, alerta o médico Daniel Becker, criador do projeto Pediatria Integral. Segundo ele, para ser criativo, o cérebro humano precisa da criatividade.
A criança precisa de momentos em que esteja engajada com algo externo, e também momentos em que está ocioso, em estado de contemplação. Quando uma criança tem seu tempo completamente tomado com atividades como escola, inglês, natação, Facebook, Instagram, WhatsApp, ela fica incapacitada de ter importantes processos interiores.
As crianças que não interagem com seus pares ou com os adultos, porque passam o dia com eletrônicos na mão, terão menos inteligência emocional, menos empatia e menos capacidade de se comunicar com os outros quando crescerem. Por exemplo em uma carreira que exija diplomacia, não terá a capacidade de um debate ou uma disputa verbal
O hábito dos pais de entregarem celulares e tablets às crianças é algo benéfico apenas para os adultos.
Oferecer um eletrônico em momentos em que se espera que os filhos se socializem com a família e amigos não é um carinho, mas, sim, um comodismo.
É tipo um cala a boca, pois os adultos também estão em sua maioria preocupados em se entreterem com seus brinquedinhos.
As pessoas se esquecem que as crianças sabem conversar e que podem fazer pequenos contratos. Mesmo as menorzinhas têm essa capacidade de compreensão. Basta dizer ao filho que, nos momentos em que estiverem conversando em família, ele não terá o tablet, mas que, quando a mamãe e o papai estiverem falando só com seus amigos, ele poderá pegar o tablet emprestado por 15 minutos. Assim, se alcança um equilíbrio.
Filhos imitam os pais, se o seu tempo no celular é grande demais, não terá tempo para educar ninguém.
Hoje vemos muitos adolescentes cometendo suicídio e adultos também, justamente por não saberem esperar, não entenderem que passamos por crises, por dificuldades, por perdas, por momentos de infelicidade, de luto, de abandono emocional., então , dar fim a vida é mais fácil que esperar, pois é só um instante, não precisam esperar nada passar. Viver de maneira urgente só traz impactos emocionais negativos nas crianças.
Somos imediatistas desde que nascemos. Choramos para manifestar desconforto, somos atendidos e temos nossas necessidades básicas saciadas. Com isso, vem também uma sensação de prazer, que vamos desejar para sempre. No entanto, precisamos entender que não é o princípio do prazer que vai reger a nossa vida, e, sim, o princípio da realidade. O papel dos pais é, aos poucos, mostrar aos filhos a realidade do mundo. Não mostrar aos mesmos que tudo está ao seu alcance.
Eduquem seus filhos ou viver no futuro vai ser depressivo e insuportável.
Texto de Izabelle Valladares

Lima Barreto, o poeta que a vida enlouqueceu.


Lima Barreto
Afonso Henrique de Lima Barreto, nasceu no dia 13 de Maio de 1881, em Laranjeiras – RJ.
Filho de um tipógrafo da imprensa Nacional e de uma professora primária.
Sua mãe faleceu quando ele tinha seis anos de idade. 
Escritor, jornalista, cronista, poeta, militante.
Seus avós eram negros escravos e sua bisavó era africana.
Seu pai foi internado pois enlouqueceu durante a sua adolescência e Lima teve que renunciar aos estudos e ir morar no subúrbio do RJ para cuidar do pai.
Escrevia denunciando as desigualdades da sociedade carioca e os reflexos republicanos no Rio de janeiro pós-abolição.
A partir de 1909 o escritor inicia sua carreira de romancista, ao publicar sua primeira obra “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”. Dois anos depois, publica a sua obra mais afamada “Triste fim de Policarpo Quaresma” no formato folhetim no Jornal do Commercio. Posteriormente publicada em formato de livro.
Por meados de 1914, Lima Barreto apresentava um caso crítico de depressão e alcoolismo, o que gerou a sua internação no hospício. Durante o seu internato, escreve diários e romances, como o “Cemitério dos vivos”.
O romancista, cronista, contista e jornalista falece no dia primeiro de novembro de 1922, já com a sua saúde abalada, devido um problema cardíaco. No mesmo ano de sua morte, o seu livro “Clara dos anjos” é publicado.
Em seus livros, retratou um olhar crítico sobre as injustiças sociais do Brasil e o preconceito de cor do qual também foi vítima num país que aboliu a escravidão somente em 13 de maio de 1888, o mesmo dia em que Barreto completava 7 anos.
Com um estilo informal de escrever, foi cronista de costumes do Rio de Janeiro, adotando um texto que contrastava muito com os autores de então. Batalhou sempre por sua inserção no meio literário, chegando a receber uma menção honrosa da Academia Brasileira de Letras. Morreu com 41 anos de idade
O homem que sabia javanês, foi um dos grandes destaques de seu trabalho literário
Trecho do livro "Personalidades negras que influenciaram a história do Brasil" escrito por mim e pela historiadora Raime Sankofa Paixão


Que Triste ver nosso país do jeito que está 😭
VERDADEIRAMENTE UMA VERGONHA 🤭🤭🤭 
VER UM POVO INTEIRINHO( 👨‍🎓👨‍🔧👩‍🍳👨‍💻👨‍💼🕵️‍♂️👮‍♀️👨‍🚒💂‍♂️👩‍🚀👨‍🚀👩‍🎨👨‍✈️👮‍♀️👨‍🎨👷‍♂️🧔👼🧙‍♀️👨🏿‍🦰👩🏽‍🦰👩🏿‍🦱👨🏿‍🦱👨🏼‍🦳👩🏿‍🦳👩‍🦳👱‍♀️👱‍♀️
Brigando sem parar e 
Por pessoas que não estudaram para nos administrar 
Que como tantos outros, só focam em se beneficiar.
QUE TRISTE VER UM POVO TãO BONITO 👀👀👀
RESUMIDO EM DUAS RETAS
UMA VAI PRA LÁ 👈E A OUTRA VAI PRA CÁ👉
MOSTRANDO QUE DE UNIDO NUNCA TEVE NADA, 👹🤡👿
POIS NÃO TEM NEM CONDIÇÃO DE SE ENCONTRAR 🙈
Dá desespero ver alguém morrer e isso ser comemorado, 😵🙏
Sem o cara ter sido sequer enterrado,
ALIáS, Mortos estamos nós🧟‍♂️🧟‍♀️
vivos, porém, cruscificados.
Se não temos nem certeza,
de escolher quem vai nos governar, 
Vomitamos na internet,
nossa raiva sem medida, 
E pior de tudo, sem ao outro respeitar.
Que triste ver uma nação, 
que sem corretor, ainda escreve "PoBrema", "mim foi" "mim estar", 
ESCREVENDO sua "razão", 
se achando sempre dono da "opinião" , 
porque é confuso assim, 
que nos deixa a impressão do que ali para ler está.
E você que segue assim agindo, 
Apontando, Julgando, BLASFEMANDO e Mentindo. 
Achando Que é bonito ser feio, 
Sem noção nenhuma do quanto agride o outro que verbalmente está ferindo.
Que pais é esse? Cantou Renato Russo
Poeta e compositor Genial.
Será que meu ídolo , já naquele tempo, tinha bola de Cristal? 
Só podia ter, pra conseguir prever essa verdadeira balbúrdia social, 
Transformada em vil calamidade , 
Quando as pessoas se alegram com a tristeza de toda uma sociedade?
O País se transformou em um Estádio de arquibancada lotada, 
com uma torcida adversária revoltada, 
Onde o vencedor é humilhado e a oposição idolatrada, 
aonde a porta de saída de emergência é a mesma da entrada, 
no final do jogo, apesar, contudo, todavia, só vai sobrar gente esmagada.
Viramos piadas nas redes, nas revistas e no jornal, 
Viramos piadas até na mídia internacional, 
Mas, não tomamos vergonha na cara e não aprendemos a Equação: 
Entra ladrão, sai ladrão,
Ditador ou falastrão, 
Noves fora nada, sobra apenas nós, que formamos essa nação.
E os bobos continuam se ofendendo, 
Sem nos cofres prestarem atenção, 
Do "jeitim" que o político brasileiro gosta, 
Mais uma vez fadados, 
A perder a luta contra a corrupção.
Nessa história, entra dólar, entra cueca, entra mala, agora entrou até um pavão 🦚
Só não entra transparência pra acabar com essa confusão.
Brasil, mostra a sua cara! 
Pediu Cazuza na canção
E a cara que mostra o Brasil, é a cara de um povo sem educação.
Que clama por dias melhores ,
Mas não aprendeu nem a repartir o pão, 
Que humilha, agride , detona o outro cidadão 
Por não entender que nessa briga, 
Nem de um lado e nem do outro, 
Haverá um campeão.
BRASILEIRO faz inimizade, bloqueia, xinga 
Em uma vigarice só , 
E quem vai pagar a conta do analista, 
Vai ser mais uma vez o pobre, 
Que do salário do mês, 
Fica só o pó.
Pro traficante fica o dinheiro do pó,
Pro miliciano fica o dinheiro do medo. 
Pro menino de rua fica a ilusão da cola,
Pro jogador de futebol os milhões da Bola.
É professor sem classe xingando,
Homofóbico preconceituoso se mostrando,
Misógeno machista matando, 
E nas redes sociais, os bobos continuam GLADIANDO. 
Sem olhar o próprio rabo,
Parecem um bando de macacos,
Como com chips teleguiados,
Se ofendendo sem discrição. 
Triste minha afirmação: 
_Dá saudades do tempo em que nem tínhamos televisão.
A vergonha era menor e nem tinha como passar no cartão, 
Era à vista e sem cheque caução, 
Apenas assistindo de camarote 
A continuidade da corrupção.
Aqui nessa terra de sub-partidários, 
Roubaram reis, ladies e senhores de escravos , roubaram também 
Índios e latifundiários. 
Roubaram padres, Bandeirantes 
Roubaram príncipes e até os que se diziam militantes, 
E o trouxa do povo, 
Continua apoiando quem não está nem aí pra fazer melhor que antes, 
Tiram do pobre, tiram do doente, tiram até do cadeirante, 
Roubar deve mesmo ser viciante. 
Pena que não tem cadeia pra comportar tanto farsante.
Quando pensar em dar sua opinião ,
não se esqueça que tem alguém do outro lado, 
Que sabe ler, e entendeu que B com A faz Bahhh😝😒
que aprendeu como você, 
Que votar é uma obrigação.
Seguindo esse princípio, 
Deveriam banir a votacão 
Se ninguém respeita mesmo,
A escolha da eleição,
Pra que perder o domingo,
Se só sobra indignação?
Esse povo só enxerga o que lhe é interessante, 
Como gados marcados , pra um precipício gigante, 
Vamos seguindo o caminho
Destinados a ver ainda muitos meliantes, 
Mas, nos achando melhores que antes, 
Já sentindo que lutar é fatigante, damos ordens a banda: 
"Segue o baile adiante"
Perdemos o amor ao próximo, 
Perdemos a vergonha na cara, 
Perdemos a vontade de aqui morar , 
Brigando cada um por seu político 
Que na hora de descansar, 
Nem pensa em pra Deus rezar, 
Que deita sua cabeça 
No travesseiro de pluma de ganso ,
Sem com você nem se preocupar.
Me despeço por aqui 
Pedindo ao cidadão
Não foque na rede social ,
Do seu amigo ou irmão ,
Largue de ser bobo menino,
Foi com ela, que decidiram uma eleição.
Foque nas leis, nas regalias
e nas contas dessa nação. 
Se não pode fazer nada, 
Pois a decisão nas urnas já foi tomada, 
Cale a boca, e não encha de besteiras o dia a dia do cidadão, 
Porque no final das contas, 
Ai de mim, ai de você,
se não sair todo dia pra defender o pão. 
Pois entra um e sai outro, votam daqui e dali, 
Logo aparece outro roubo, mostrando a verdadeira intenção.
Mas, brasileiro se acha gaiato, 
Aceita o que lhe oferecer, 
Nem se importa que as escolhas, 
Afetam quem não tem nem o que comer. 
Bate no peito sou brasileiro, 
De arma na mão e calcinha no chão, 
Já não sabe que fazer.
Se copiar me dê o crédito, 
E fique a vontade pra compartilhar, 
A mãe do texto izabelle Valladares, escrito em noite de insônia, pensando na fatura do CARTÃO,
11 de julho de 2019, brasileira fazendo brasileirice, cansada de tanta vagabundice, 
E quem não gostou, antes mesmo que me xingue, 
Já deixo aqui o meu perdão.

Maria Firmina dos Reis nossa primeira Romancista

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Maria Firmina, nasceu em 11 de março de 1822, em São Luis, no Maranhão, indo morar aos 5 anos em Guimarães. Foi durante muito tempo esquecida pela literatura brasileira. Até que em um lote de Livros usados o Paraibano Horácio de Almeida, recebeu o primeiro volume de Úrsula, e o maranhense Nascimento Morais Filho, investigando, descobriu várias publicações de Maria Firmina, em Jornais de arquivos da Biblioteca Pública do Maranhão, deixando o caminho aberto para o reconhecimento de Maria Firmina como escritora.
Hoje em dia, com a ajuda de historiadores e professores de Literatura, o nome voltou a circular e já é possível encontrar até edições novas do Livro “Úrsula”, que foi o primeiro livro de Maria Firmina, a primeira Mulher Romancista Brasileira.
Úrsula foi Publicado em 1859, e é considerado o primeiro romance abolicionista do Brasil.
Maria Firmina era maranhense, a obra passou por 117 anos esquecida e voltou a ser reimpressa há poucos anos.
Uma das coisas mais marcantes do Romance é que Maria Firmino critica o escravagismo de forma veemente, coisas pouco comuns naquela época, ainda mais vindo de uma Mulher, negra e de estudos moderados.
Foi a primeira vez que foi retratado o Navio Negreiro na Literatura brasileira.
Mas, Maria Firmina, não ficou apenas em “Úrsula” ela foi Poeta, contista, Professora, compositora e folclorista.
Em 1847, tornou-se professora primária, na cidade de Guimarães onde criou a primeira escola mista.
Ela procurou entrar em um espaço que era exclusivamente masculino da época, além de ser um romance que desloca o papel do negro que passa a ser um personagem na obra, dando voz para 3 personagens negros, que é o que marca a leitura de “Úrsula” quando antes os africanos e afrodescendentes eram tratados como objetos sem sentimentos na literatura brasileira.
Além de mostrar a um dos personagens que a Alforria não era a liberdade que os negros precisavam, que faltava a eles entenderem que o que estava em jogo era sua dignidade e mostrar a diferença entre a liberdade na África e a Liberdade de alforriados.
Assinava pelo Pseudônimo de “Uma maranhense”
Maria Firmina, tinha objetivos Feministas, muito à frente de sua época.
Maria faleceu aos 92 anos, em 11 de Novembro de 1911, cega e Pobre.
MARIA Firmina e tantos outros negros esquecidos nos livros didáticos e outros lembrados, estarão presentes no Livro " Personalidades Negras que influenciaram a história "
LIVRO DE AUTORIA MINHA E DA HISTORIADORA Raime Sankofa Paixão
Que será lançado em novembro no Brasil e em NY