ALÉM DA SALA DE BATE-PAPO

Em uma manhã normal, de um dia absolutamente normal , sem nada demais pra fazer, o tédio e a ociosidade á levaram até uma sala de bate papo.
Ela com um nick de nome falso mas que escondia desejos verdadeiros.
Ele com um nick que mostrava sua idade e um nome comum, bem parecido com o nome de verdade.
Conversa vai, conversa vem! Decidiram se conhecer no mesmo dia á noite, mas a ansiedade falou mais alto e marcaram de se encontrar em meia hora, por cautela e segurança, um ambiente público foi escolhido, e o primeiro encontro apesar de bem discreto e agradável, ficou com gosto de quero mais, não houve beijos, aliás, nem sequer um toque, dando indícios que algo mais poderia rolar ou não.
De qualquer forma quando a tal da solidão bate na porta de dois adultos, não há porque perder tempo.
Um novo encontro foi marcado algumas horas depois.
No meio tempo um sms inesperado dela pra ele mostrava que já havia pelo menos um pequeno interesse.
Com o cair da noite, um misto de curiosidade com empolgação invadia os dois.
Ele pegou-a em casa, bonito, cheiroso, sério, exatamente como ela esperava.
Foram em um bar e conversaram durante quatro longas horas.Mas ao chegar em casa, bateu a vontade de não desgrudar daquela companhia que parecia tão amigável e protetora.
Subiram, beberam alguma coisa, e as peles começaram a se tocar, instalando de súbito a vontade de que as bocas se tocassem.
Os beijos eram quentes, mas ternos, lotados de uma paz procurada.
O desejo e a intensidade aumentaram até que o convite para o amor fosse inevitavel.
Apesar das poucas horas, pareciam tão intimos e tão um do outro que o resto era só o resto.
O extase intenso tomou conta do tempo, do corpo, do quarto.
Uma vez após a outra o delírio de ter nos braços um amante perfeito, fez com que a carencia falasse mais alto e os impulsos naturais do ser humano não fossem contidos.
Horas depois dele ter partido, seu cheiro estava em seu travesseiro, não foram feitos planos, não foram feitas cobranças, simplesmente ficou o gosto de quero mais, e a sensação que uma paixão mesmo que inesperada, possa surgir em uma sala de bate papo, e ser absurdamente infinita e gostosa, enquanto lhes for permitido!
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8 comentários:

  1. Queria ser ela, ultimamente só tenho conhecido tralhas nas salas de bate-papo,e apesar dos perigos algumas cautelas como marcar em lugares publicos ajudam mesmo, hoje em dia é melhor conhecer na internet que na rua, além do que é a evolução, a história ficou linda e atual, li na gazeta e entrei para comentar aqui.Sua narrativa está ótima, cheguei sentir um calor daqui !!!

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  2. Nossa!me passou um filme pela cabeça, já vivi uma relação que começou assim há alguns anos e durou um bom tempo, infelizmente terminou, mas tivemos uma identificação perfeita, se é conto ou realidade não sei, mas ficou muito legal!

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  3. Muito boa a narrativa, me dá o telefone desse cara mona! kkkkkkkkkkkkkkk

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  4. Muito legal, só encontra alguém legal em sala de bate papo quem tem sorte, só acho pessoas mentirosas e bossais, a única pessoa quem conheci legal, era casada, mas a história prende agente do inicio ao fim e se for verdadeira tomara que dê certo para os dois, ela por qncontrar um amante perfeito, e ele por encontrar uma mulher que sinta todas essas coisas em uma primeira transa, se a primeira foi assim, imagino as que virão!

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  5. Li o artigo na gazeta SC on line, achei muito legal, tbm tive esta sorte um dia e hj sou muito bem casada com um homem que conheci pela internet! A crônica ficou vibrante, sou sua fã, quando vier fazer lançamentos aqui em minha cidade me fale, te vi na Luciana Gimenez, vc é simpática, inteligente e engraçada.
    Comprei o quem disse que só fazemos amor? quero um autógrafo, meu marido morre de rir quando lê, parabéns pela coragem de escrever um livro tão engraçado e autêntico, aliás, como vc...
    Beijos!S2

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