Nos acertos começam os erros?

Na hora de acertar, nosso maior medo no acerto é ter certeza que não é um erro, isso tudo é muito confuso, principalmente quando achamos que já erramos demais e que nosso tempo de acertar está terminando.
Hoje sentada sozinha com meus pensamentos, tento analizar meus erros e reflito que todos eles começaram de um acerto...Por que em nossa vida os acertos são passageiros e os erros são eternos? São como se fossem fardos pesados em nossa alma que devem ser carregados em toda nossa exitencia.
Quando nos frustramos com algo, está lá o nosso erro nos lembrando que o nosso acerto poderia ser diferente.
Olhar as portas da vida e perceber que o que sai, é o que um dia você permitiu que entrasse.
Páro pra pensar em livre arbítrio e por que só nos damos conta dele quando bate a dor do arrependimento de ter feito a escolha errada?
Olhamos as fotografias de um passado não tão distante,e percebemos que os erros um dia foram ótimos e felizes acertos.
Temos em nossas vidas relações pessoais que podem ser emocionais ou não, que são acertos enquanto nada se cobra, enquanto nada se promete, enquantoo nada se espera,e percebemos que começam a ser erros quando descobrimos que é feita em cima de nada.
Hoje você parte,sabe deus pra onde,E amanhã sou eu que vou.
E a morte? Quer erro mais incompreensível que a morte?
A morte não deveria existir...
Tira o foco, mostra as falhas.
Quando vemos uma morte prematura sem um prévio anúncio, muitas das vezes de pessoas muito mais saudáveis do que nós, paramos para avaliar nossa vida e a pergunta que fica é: Será que erramos em deixar de viver pra pensar no que é certo e no que é errado? Muitas vezes uma pessoa morre das mãos de um deliquente que um dia foi um erro, e depois virou um acerto e depois voltou a ser um erro.E o certinho que nunca sentou em um domingo com a família para comer uma deliciosa costeleta de porco por temer ter um infarto,morre do nada!E o errado de cometer esse delicioso abuso gastronômico, hoje é o certo pois está vivo.E o saudável que se levassem mais cinco minutos amarrando o caro tênis que levou á sua morte em um assalto banal, passa a ser o errado.

Hoje em minha solidão, vejo seus vestígios em minha vida, fatos que me lembram você, sorrisos dados, lençóis amassados, fotografia e marcas de alimentos que nunca mais serão comprados, por que eram preferencias suas e de lugares que certamente não vou querer mais ir.
Os móveis não estão mais da mesma maneira, mas lá está sua lembrança a me perseguir.
E o pior de tudo é que um dia, você foi meu acerto, e hoje, quando se coloca há 2 metros de distãncia pra falar comigo e olhando para trás pecebo que não passou de mais um erro.
E a angústia que me dá, não é pensar que um dia não vou voltar á acertar, é pensar que um dia posso voltar a errar, e os sentimentos se confundem sem clareza, e me pego no ostracismo do medo.
Não é o medo de não amar, por que amor eu tenho de sobra.
Não é o medo de sofrer, por que sofrimentos são cotidianos em preto e branco,
É simplesmente o medo de perceber que estou muito longe de aprender a escolher.
O certo e o errado.
O doce e o amargo.
O Ying e o Yang.
O seguro ou o simplesmente apaixonante(como você foi um dia!).
E nessa mandala vital, aonde os planetas todos os dias mudam sua órbita.
Vou vivendo, revirando gavetas, espantando fantasmas,conhecendo perfumes, errando sem querer errar, e acertando sem querer acertar!
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2 comentários:

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  2. Realmente muito interessante e inteligente como são seus textos, mais um que adorei!!

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