Nostalgia boa demais!





Como estou nostálgica, esta foto é de 1955, sabe onde eram estas dunas?
Em Ipanema, por incrível que pareça, meu pai está no colo do meu avô, minha Tia a  Neuro-psiquiatra
Analígia Santos Francisco, é a de chapéuzinho no meio ( Vai me matar se ver esta foto aí rsrs) ao lado da minha linda avó, meu tio Luiz, que infelizmente , nos deixou bem antes do que esperávamos e do que merecíamos de uma cia tão doce e agradável, e minha avó.
(Saudades desse povo, danada! )



Hoje acordei pensando no que me moveu a escrever, tentando achar motivos que não sejam gostar de ler, que me fizeram abandonar os negócios para me dedicar a arte. 


Apesar do pouco tempo em que escrevo, apenas 1 ano, sempre corri atrás dos meus sonhos,depois fui pensando nas tais raízes que insistem em nos cercar. Meu pai era um bom músico, após um sério acidente automobilístico, perdeu o movimento nas mãos e não toca mais violão, meu avô Antônio Andrade, ainda por parte de pai, era jornalista e fotógrafo,saiu da Bahia bem jovem, trabalhou nos melhores jornais do país, e foi o ganhador do prêmio Esso de 1967, na outra banda familiar, dos Valladares, há inúmeros artistas que não saíram do anonimato, mas há José Valladares, também da Bahia, que era tio da minha mãe, enfim, pessoas que acabam dando uma pincelada em nosso DNA nem que seja para fazer com que amemos a Arte.


Abaixo, algumas matérias sobre meu avô, e na postagem anterior sobre o tio-avô, pode até não interessar a ninguém, mas achei legal postar...bjs!


Jornal do Brasil: o princípio do fim bem na foto...


décadashttp://afotohistoricanobrasil.blogspot.com/2010/08/jornal-do-brasil-o-principio-do-fim-bem.html, dezenas deles desapareceram, muitos no Rio de Janeiro.
A bola dAntonio Andrade nasceu na Bahia, veio para o Rio se alistar e começou a fotografar em 1949 no jornal Imprensa Popular,“voz” do PCB, então perseguido pelo governo Dutra. Passou por O Globo e foi para a Tribuna da Imprensa em 1955. Entrou no JB quando da famosa reforma gráfica de 1956. Em 1960, volta à Tribuna da Imprensa como editor de Fotografia. Foi, por seis meses, correspondente da agência cubana Prensa Latina no Brasil, fotografando a visita de Che Guevara. Passou um tempo na Bahia e voltou para a Revista Manchete em 1966. Ganhou o Prêmio Esso de 1967 com uma foto publicada em Fatos & Fotos em que bombeiros salvam uma grávida arrastada por enxurrada na Tijuca. Esteve seis meses no Correio da Manhã e voltou para o JB, até 1980, e novamente O Globo, daí até 1986. Foi editor de Fotografia do jornal da Vale do Rio Doce até a privatização da empresa em 1997 e, depois da aposentadoria, seu colaborador.

a vez é o já saudoso Jornal do Brasil, onde, aliás, trabalhei nos anos 80.
Doloroso é acompanhar sua agonia, ouvir o viúvo lamento de seus leitores, lembrar a importância (e valor) da fotografia em suas páginas. 

A ironia é que o princípio do fim do JB está ligado a uma fotografia...
Em plenos Anos Dourados, governo Juscelino Kubitschek, agosto de 1958, uma importante missão americana, sob o comando do Secretário de Estado John Foster Dulles em pessoa, veio ao Brasil para tratar da situação do petróleo, tema da recente campanha nacionalista “O petróleo é nosso”.
No início de uma reunião no Palácio Laranjeiras, no tradicional tempo dado aos fotógrafos e cinegrafistas para o registro dos cumprimentos, o fotógrafo do Jornal do Brasil, Antonio Andrade fez a foto polêmica. A foto “dá a impressão de que JK estende a mão, suplicante, ao secretário norte-americano, que por sua vez parece que está abrindo uma carteira à cata de dinheiro”.
Antonio Andrade, 1958 - ‘Me dá um dinheiro aí’


O Jornal do Brasil publicou a fotografia em sua primeira página sob o título ‘Me dá um dinheiro aí’, em alusão à modinha de carnaval de recente sucesso, mote intensamente repercutido pela oposição, capitaneada por Carlos Lacerda.



Para a História do Brasil, uma espécie de imagem-símbolo do relacionamento político e econômico, por décadas, entre Brasil e Estados Unidos.
Na História do Jornal do Brasil, consequências trágicas: JK puniu o jornal com o cancelamento da concessão de um canal de televisão, que já estaria em sua mesa para ser assinada. O JB seria o segundo jornal a ter um canal de TV – a Tupi pertencia aos Diários Associados, de Assis Chateaubriand –, o mesmo que, mais tarde, seria dado a O Globo, de Roberto Marinho.
Uma perda cuja mágoa jamais seria esquecida. Embora o jornal tenha tido ainda grandes momentos, outros fatores influenciaram na sua decadência (leia, clicando aqui, a iconoclasta versão de Paulo Henrique Amorim, editor do jornal na década de 80).

Curiosamente, esta imagem teve gênese relativamente prosaica, mera conseqüência da disciplina profissional do fotógrafo, à procura de uma foto diferente: “Na verdade, Andrade só procurou seguir as normas do jornal e seu instinto, quando o cinegrafista Jean Manzon (que na hora estava atrás de Dulles mas não aparece na cena) pediu ao presidente que posasse junto ao secretário, para registro. JK teria dito ‘Mas, agora?’ ao mesmo tempo em que Dulles consultava sua agenda. Daí as mãos de JK e o gesto do norte-americano.”

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Uma descrição dos acontecimentos (a partir da matéria citada, publicada em 1998 pelo Paparazzi, jornal da Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro, ARFOC/Rio) pode ser lida em A história da foto de Antônio Andrade, material de referência para a dissertação de mestrado A História bem na Foto: fotojornalistas e a consciência da história, deste autor.







A história da foto de Antônio Andrade
http://ahistoriabemnafoto.blogspot.com/2007/06/foto-de-antnio-andrade-ento-fotgrafo-do.html

A foto de Antônio Andrade, então fotógrafo do Jornal do Brasil, feita em 1958, é um flagrante que registra importante encontro do presidente Juscelino Kubitschek com o secretário de estado americano Foster Dulles. Foi obtida numa reação praticamente instintiva do fotógrafo, de maneira quase casual e, especialmente, sem qualquer intenção específica de incorporar a ela qualquer valor simbólico. Apesar dessa indeterminação na origem, foi rapidamente transformada em foto histórica, pela apropriação exercida por outras instâncias (a própria imprensa, os políticos), tornando-se uma imagem-símbolo do relacionamento político e econômico entre Brasil e Estados Unidos.


Diz o Paparazzi que “a foto abalou o governo do então presidente da República Juscelino Kubitschek”, uma vez que “o episódio mereceu à época réplicas e tréplicas dos colunistas contra e a favor de JK, nos inúmeros jornais do país, por dias seguidos e hoje continua atual pelas sucessivas idas e vindas do Brasil ao FMI.”
E descreve: “Em 6 de agosto de 1958, o Secretário de Estado norte-americano Foster Dulles veio ao Brasil para tratar de ‘negócios’ entre os dois países, em especial da política petrolífera, área onde o Brasil engatinhava. No Palácio das Laranjeiras, JK e Dulles tinham-se reunido a portas fechadas no gabinete do presidente brasileiro. A imprensa pediu uma foto tradicional, a do aperto de mãos entre os dois.
Antonio Andrade teria feito essa foto porque “o Jornal do Brasil, onde trabalhava à época, tinha como norma não apresentar fotos sob a mesma angulação dos demais jornais”. A foto “dá a impressão de que JK estende a mão, suplicante, ao secretário norte-americano, que por sua vez parece que está abrindo uma carteira à cata de dinheiro”.
O JB estampou na primeira página sob o título ‘Me dá um dinheiro aí’, em alusão à modinha de carnaval.” Daí, “Carlos Lacerda, ferrenho opositor de JK e à época deputado federal e dono do jornal Tribuna da Imprensa, de onde torpedeava o presidente de olho na campanha eleitoral, fez um estardalhaço com a foto.”
Os efeitos da publicação da fotografia puderam ser sentidos em vários outros níveis, tendo afetado muito particularmente o próprio jornal, e resultado, aparentemente, em inflexões históricas inesperadas e de longo alcance: “Fustigado pela direita que o acusava de ‘proteger comunistas’, não perdoando suas relações com Cuba, e pela esquerda, que o chamava de ‘entreguista’ pela forma com que abria as portas para o capital estrangeiro, JK puniu o Jornal do Brasil pela polêmica foto: cassou a concessão do canal de televisão que já estava em sua mesa para ser assinada – seria o segundo jornal a ter um canal de TV (os Diários Associados, de Assis Chateaubriand, já tinham a Tupi) –, e que, mais tarde, seria dado a O Globo, de Roberto Marinho.”
Resultou ainda em baixas na equipe do governo e o diretor de redação do JB (Odilo Costa Filho) pediu demissão, que não foi aceita pela direção do jornal, ganhou as páginas de quase todas as publicações nacionais (na defesa e acusação) e saiu no New York Times e no Time.”
Interessante é que a imagem teve uma gênese relativamente prosaica, de certa maneira como mera conseqüência da disciplina profissional do fotógrafo: “Na verdade, Andrade só procurou seguir as normas do jornal e seu instinto, quando o cinegrafista Jean Manzon (que na hora estava atrás de Dulles mas não aparece na cena) pediu ao presidente que posasse junto ao secretário, para registro. JK teria dito ‘Mas, agora?’ ao mesmo tempo em que Dulles consultava sua agenda. Daí as mãos de JK e o gesto do norte-americano.”

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