Crônica desabafo literário

Hoje minha alma amanheceu espremida, não queria assunto, não queria festa, não queria barulho.
Amanheceu assim silenciosa, sem lápis e sem papel.
Em meio há tantos textos, alguns brilhantes, alguns bobos como eu.
Ela começou a refletir sobre valer á pena a existência deles.
Alguns criados com a sensibilidade de estar vivendo um amor, alguns criados com o ódio de uma frustração, mas todos amados, todos vindos de uma cissiparidade única, entre o escritor e ele mesmo…
E nesse universo de buscas, realizações e frustrações, nos deparamos com a incrível realidade que quase ninguém os lê, e que certamente, muitos gênios de nossa literatura também viraram material reciclável em alguma lixeira, ás vezes vejo trabalhos incríveis, ou elogios aos meus, que se perdem no infinito de informações do dia-a-dia.
Perdemos horas ou até meses em frente á letras que juntas formarão uma obra, e quando o trabalho está pronto, entra em uma pilha com muitos outros piores ou melhores e que provavelmente nunca serão publicados.
Editoras carnívoras a procura de quem pague por publicações, independente do trabalho ser bom ou não!Nunca buscam nossa alma!
E a alma verdadeira, de quem escreve com o amor de achar que um dia se tornará um imortal ,pelo menos na cabeça de quem leu seu trabalho, murcha, se perde, desanima.
Hoje minha alma está assim, á procura de incentivos que me façam escrever a primeira letra em uma página branca.
Á procura de poder escrever eu sou o arco-íris no momento certo, ou de dizer, uma louca borboleta sem ser tachada como louca… simplesmente como escritora.
Fica aqui meu desabafo literário, que em meio há tantas letras, pontos e caracteres, meu verdadeiro eu, um dia seja encontrado, e que alguém possa um dia lembrar-se de mim não como a louca visionária que largou uma carreira que poderia ter sido de sucesso para escrever contos,romances e poesias, mas como alguém que largou o mundo de defeitos para poder viver no seu perfeito mundo aonde amor rima com céu, felicidade com mariola e carrossel comigo mesma!”
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2 comentários:

  1. Muitas vezes eu me sinto assim também... Será que vale a pena tudo isso? mas o fato que, às vezes, escrever independe da nossa vontade... torna-se uma necessidade fisiológica.

    abs,

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  2. Linda amiga, esse texto é um espelho que vejo- me refletida nele. Mexeu comigo, gostei demais da conta.
    Um mondbjusss

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