A Literarte visitou nos ultimos dias Bruxelas na Bélgica e Luxemburgo, fazendo doações de livros e estreitando laços culturais.

Além de empossarmos como conselheira a criadora da Bienal de Artes Brasileiras em Bruxelas a artista plástica e escritora,a pernambucana Maria Inês Olude, firmamos parceria para a Bienal de Bruxelas que acontecerá em 2013 e já está sendo super comentada no meio cultural internacional, que terá o tema escravidão, e a Literarte estará apoiando e participando com nossos artistas como sempre fazemos, mostrando força e união entre nossos associados, fiquem atentos as futuras informações para que possam organizar-se para estarem presentes, a Bélgica é um país lindo, cheio de histórias lindas que nos encantou , assim como seu vizinho Luxemburgo , um exemplo de cidade organizada.
                                                (Conhecemos este rapaz da Costa do Marfim, que nos ajudou a encontrar a escola dos muçulmanos, disse que amava ler, falava francês e Portugues e ganhou um livro de Jô Mendonça Alcoforado, e vamos que vamos!)



                                                            (Não é brinquedo não hein?)

                                                             Luxemburgo
Visitamos uma associação de cultura muçulmana , onde visitamos uma classe escolar que aprende o francês onde doamos os livros "Historias para você dormir " entre outros, para os professores que estavam aberttos a conhecerem nossa cultura e informações de nossos autores, um trabalho maravilhoso, confesso que já estamos meio "descadeiradas" com tantas malas de livros de um lado para o outro, mas, nessas andanças, temos encontrado além de brasileiros maravilhosos, pessoas de diversas outras nacionalidades prontas para nos receber e divulgar nossa literatura e receber nossas artes plásticas.






Conhecendo um pouco mais de nossa nova conselheira Maria Inês Olude
A artista plástica brasileira Inêz Oludé da Silva não estimula sonhos românticos para os compatriotas sobre a vida dos imigrantes brasileiros na Europa. Segundo ela, os problemas de idioma e de informação são alguns dos principais desafios, para os brasileiros na Bélgica. Ela reside naquele país há 32 anos, depois de ter sido exilada no Chile e presa na Argentina, no tempo da ditadura militar.


“Tem o problema da língua e do mercado de trabalho, que está fechado. Não tem trabalho nem para os belgas”, disse a pernambucana em entrevista à Agência Brasil, no Rio de Janeiro. Ele é professora de francês no país onde acaba de pedir a nacionalidade.


Além disso, grande parte dos brasileiros que viaja para tentar a sorte no exterior ou tem pouco estudo ou é analfabeta em seu próprio idioma, o português, e não consegue aprender o francês, destacou Oludé. Por isso, os imigrantes brasileiros passam dificuldades financeiras e até fome, além de acabar apresentando problemas psicológicos graves. “Eu fico com muita pena, porque eu fui do exílio e sei como é. Mas, eu tive um bom exílio, claro, porque tinha uma cultura e história diferentes. Mas eles chegam sem preparação e a gente fica muito triste”.


Segundo a artista plástica, as famílias dos brasileiros de pouca instrução que procuram a Bélgica para trabalhar acabam se desestruturando. Muitos vivem em porões, que Inêz Oludé comparou a “navios negreiros”. Sem querer criar polêmicas, conforme assegurou, ela indicou que os brasileiros são explorados também por seitas religiosas, às quais dão dinheiro em troca de falsas promessas de trabalho.


Os imigrantes brasileiros na Bélgica ocupam em sua grande maioria empregos subalternos na construção civil e como empregados domésticos. “E às vezes trabalham dois, três meses, e não são pagos”, acusou Oludé, que em diversas ocasiões tem atuado como defensora de compatriotas junto a empresas estrangeiras.


Ela informou que embora na Bélgica o atendimento à saúde na rede hospitalar seja garantido por lei a todos os cidadãos, os brasileiros que estão ilegais no país, e que formam a grande maioria acabam acumulando dívidas. Oludé ressaltou que o governo da Bélgica está endurecendo a política de repatriação de imigrantes irregulares. “Tem gente que vai presa, algemada. E eles ficam se sentindo muito mal”.


A artista pernambucana não acalenta muita esperança de melhoria, diante da nova Lei de Imigração da União Européia. “Eu acho que vai fechar ainda mais. Vai ficar difícil. É uma armadilha porque, inclusive, quando o brasileiro chega lá, eles não dão mais carimbo no passaporte, que é para ele não poder provar que está no país há tempos”.


Inêz suspeita, inclusive, que existe tráfico de brasileiros, uma vez que a maioria deles sai das mesmas cidades de Goiás e de Minas Gerais. A suspeita da artista decorre do fato de haver atualmente em Bruxelas cerca de três mil canteiros de obras com trabalhadores clandestinos. “Por isso é que a gente vê que existe um tráfico. Porque existe a necessidade de ter mão-de-obra barata, que não vai ter aposentadoria, nem os demais benefícios do mercado de trabalho”.


Paralelamente a sua atividade como professora, Inês desenvolve um trabalho de preservação da identidade e da cultura brasileiras na Bélgica. Em setembro do ano passado, ela realizou com apoio da Embaixada do Brasil naquele país a 1ª Bienal de Artes Brasileiras em Bruxelas. Agora, ela se dedica a organizar a segunda edição do evento, no próximo ano. Para ela, a cultura significa “o visto de entrada” dos brasileiros em todo o mundo.


“O europeu vem para o Brasil atrás da nossa cultura. Ele quer a nossa cultura, nossa música, nossa dança, nossa feijoada, nossas praias, nossa maneira de viver. Então, temos que preservar essa diversidade”. A Bienal de Artes Brasileiras de Bruxelas serve para mostrar que “nós somos exportadores de cultura. Não viemos lá pegar o trabalho deles, mas sim ajudar essa sociedade a crescer”.


Inêz Oludé reivindica apoio do governo brasileiro para a Bienal de Artes, porque os editais de cultura disponibilizados no país se destinam a brasileiros residentes no Brasil e não no exterior. Ela destacou também a necessidade de que o governo firme um acordo bilateral com a Bélgica, na área da cultura, uma vez que aquele país é considerado a capital da Europa.


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