A Pedofilia do Hamas

Caro Leitor, esta postagem abaixo não é sobre pedofilia.É sobre noticias e imagens  que podem facilmente serem burladas e manipuladas pela  internet, como foram inteligentemente e racionalmente postadas como as imagens postadas abaixo.Li a noticia, fiquei chocada como qualquer outra pessoa normal, no Brasil,mãe , humana... ficaria, mas, decidi investigar sobre o assunto para confirmar as informações ou passar mais informações e acabei descobrindo que nem tudo o que vemos na Internet é verdade. Isso é fato, enfim...comparando fontes e reportagens fiquei surpresa com o cruzamento de informações, sei o quanto o mundo árabe é perseguido e julgado, assim como a violência no RJ sofre a mesma mídia exagerada entre outros assuntos que já estamos cansados de saber que interessam muito a midia sensacionalista que chama atenção do mundo para suas matérias, vale a pena ler na íntegra...





A Pedofilia do Hamas


Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.

O mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical.

A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade.org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto).

Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.

Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.

"Nós estamos felizes em dizer a América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.

Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas

As garotas na pré-puberdade, que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.

"Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.

As fotos do casamento relatam o resto desta história sórdida:

O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima agora que existam 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta Terra e quase todas em países muçulmanos.

Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.
Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.

A prática da pedofilia teria base e apoio do islã, pelo menos a sua leitura mais extrema e radical. O livro Sahih Bukhari (além do Corão, outra das fontes de grupos como o Hamas) em seu quinto capítulo traz que Aisha, uma das esposas de Maomé teria seis anos quando se casou com ele e as primeiras relações íntimas aos nove. O período de espera não teria sido por conta da pouca idade da menina, mas de uma doença que ela tinha na época. Em compensação, Maomé teria sido generoso com a menina: permitiu que ela levasse todos os seus brinquedos e bonecas para sua tenda.

Mais ainda: talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século, o Aiatóla Komeini, defendeu em discursos horripilantes a prática da pedofilia:

Um homem pode obter prazer sexual de uma criança tão jovem quanto um bebê. Entretanto, ele não pode penetrar; sodomizar a criança não tem problema. Se um homem penetrar e machucar a criança, então ele será responsável pelo seu sustento o resto da vida. A garota entretanto, não fica sendo contada entre suas quatro esposas permanentes. O homem não poderá também se casar com a irmã da garota... É melhor para uma garota casar neste período, quando ela vai começar a menstruar, para que isso ocorra na casa do seu marido e não na casa do seu pai. Todo pai que casar sua filha tão jovem terá assegurado um lugar permanente no céu.

Esta é a história que a mídia não conta, que o mundo se cala e não quer ver, ou que não querem que você saiba. Mas agora você está ciente, não tem mais jeito! Vai ficar calado? Cobre os veículos de mídia, aja! Se você não fizer nada, ninguém poderá salvar estas vítimas inocentes do inferno do Hamas e similares.

Publicado por De Olho na Mídia com o título A História Oculta do Mundo: a pedofilia do Hamas."


Para quem conhece sobre a histórias e cultura dos grupos islâmicos, pode achar esta história um tanto estranha, não é mesmo?

A denúncia publicada neste e-mail nos fala que ocorrem casamentos dos membros do Hamas (em árabe: حماس, transl. Hamās, acrônimo de حركة المقاومة الاسلامية Harakat al-Muqāwamat al-Islāmiyyah, cujo significado é "Movimento de Resistência Islâmica") com crianças com idades de até 4 anos. E segundo o texto, isso tudo com a autorização do islamismo fundamentalista, grupo político com ramificações paramilitares. 

Tratando-se de grupo paramilitar, que luta contra exércitos poderosos, certamente atrocidades comuns em guerras podem ser encontradas nos dois lados combatentes e que pouco dignificam a raça humana.

Quando começou esta história?

O caso é que desde agosto de 2009, estas imagens de crianças percorrem a Internet com a finalidade de associar muçulmanos de uma maneira geral e a organização Hamas em particular à prática de pedofilia.

O título da mensagem distribuída, assim como o texto original a que ela faz referência, possuem o viés político, uma vez que associam traço cultural do mundo islâmico a uma organização política, o HAMAS. A sua divulgação faz parte de esforço de grupos contrários ao Hamas no sentido de tornar o Hamas mal-visto pela comunidade internacional.

O traço cultural não é a suposta pedofilia citada na mensagem, mas a presença de meninas da família dos nubentes nos festejos, coisa comum nos casamentos católicos realizados no Brasil.

Pudemos ver a notícia na fonte original, que foi publicada em vídeo pela Jewish Vídeo, e também pela The Palestine Telegraphy.

Mas acalme-se, a história parece ser  falsa.

Sobre a definição do termo "Hamas", caiu como uma luva criar essa lenda de pedofilia, que é um longo e obtuso caminho.

O texto original da mensagem em português, hoje não mais disponível, encontrava-se em página de F. Pesaro, vereador da cidade de São Paulo e foi inicialmente publicado no sitethelastcrusade.org cujo nome é bastante significativo: A Última Cruzada.

Como todos sabem, as Cruzadas foram um capítulo sangrento da história, tão trágico que até mesmo o papa João Paulo II pediu desculpas aos gregos ortodoxos pelas "crueldades que os seus fiéis infligiram aos ortodoxos durante a Quarta Cruzada" (v.paroquias.org).

O site thelastcrusade.org e o vereador paulista parecem pretender uma nova cruzada contra os árabes.

Mas essa história de pedofilia é uma grande e sórdida mentira. A finalidade é óbvia e dispensa comentários.

Na verdade, as meninas não são as noivas. Elas, as meninas, participam da festa da mesma forma que meninos e meninas brasileiros levam as alianças até o altar nos casamentos realizados nas igrejas católicas.

Os noivos mostrados nas fotos levam as meninas pelas mãos, o que não significa que elas passarão a noite e o resto da vida com eles. Trata-se de costume local em que garotas da família do noivo ou da noiva conduzem o noivo, ou por ele são conduzidas, até o local da cerimônia.

Segundo o Hamas, houve, de fato, em agosto de 2009 o casamento "em massa" de cerca de 450 casais palestinos. A noiva mais jovem tinha 16 anos e a maioria delas tinha mais de 18 anos de idade.

Garotas com dezesseis anos apenas? 

Isso mesmo. Aqui no Brasil também é assim. Essa é a idade mínima permitida, para casamento, pelo Código Civil Brasileiro.

CONVENÇÃO SOBRE CONSENTIMENTO PARA CASAMENTO, IDADE MÍNIMA PARA O CASAMENTO E REGISTRO DE CASAMENTO da Organização das Nações Unidas - ONU enrola, enrola, mas não estabelece nenhuma idade mínima, deixando para cada país a decisão.

A ONU dispõe de quadro em que apresenta a idade mínima para casamento nos países a ela filiados. Segundo o quadro Legal Age for Marriage (Idade Legal para Casamento) a idade mínima consentida varia de 13 a 21 anos. Em alguns estados dos EUA, por exemplo, uma garota de 13 anos pode casar.

Vamos analisar alguns trechos da "denúncia":

"A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade.org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia"

O Phd, Philosopher Doctor Paul L. Williams é um islamófobo notório. Ele está sendo processado pela McMaster University por haver divulgado o boato de que terroristas islâmicos teriam roubado 90 kg de material radioativo dessa universidade, no Canadá.

A universidade nega que tenha havido o roubo e a editora WND Books/ Cumberland House Publishing, que publicou o livro no qual Mr. Williams afirma a ocorrência do roubo, diz que essa história não tem fundamento. (Those statements were without basis in fact. (V.McMaster's atomic PR fight.)

Segundo a mensagem:
"ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto [além do saite De Olho na Mídia]"

Esta é uma das poucas verdades contidas no texto.

Diz mais: 

"Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais." 

É natural que dignatários participem de cerimônias desse tipo, até porque significa incentivo ao casamento e à formação de novas famílias. O casamento em massa não deixa de ser um ato político, pois assegura a formação de novas famílias e assegura o crescimento populacional indispensável à ocupação do seu território.

Continuando:


"Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas." 

Não é verdade. Segundo The Palestine Telegraph, cada noivo recebeu o equivalente a U$ 2.800. As famílias dos noivos são pobres e o Hamas decidiu, além de patrocinar a cerimônia, doar algum dinheiro para as novas famílias. Já segundo o New York Times, os casais mais pobres receberam o equivalente a dois mil dólares enquanto outros casais receberam apenas o equivalente a duzentos dólares.

Alguém pode perguntar: noivos e noivas pobres? e esse carro de luxo que conduz uma das meninas? Boa pergunta, mas já vi casamento de pobre aqui no Brasil em que a noiva chega em carro cedido por algum conhecido, coisa muito comum para não fazer feio numa cerimônia deste âmbito.

The Palestine Telegraph acrescenta que as noivas são viúvas de ativistas mortos durante os ataques de Israel ocorridos no final de 2008 e início de 2009. Muitos dos noivos são irmãos desses ativistas e noivos e noivas têm menos de vinte e cinco anos de idade.

A primeira das fotos (imagem acima) foi escolhida a dedo, como se diz. Selecionada de modo a provocar o maior impacto possível.

O rostinho das crianças revela algum tipo de insatisfação, seja por conta do cansaço, por conta da insistência do fotógrafo, sede, sono ou outra coisa qualquer. Mas a primeira interpretação que vem à mente de pessoa mais influenciável é que a carinha triste indica o também triste destino que estaria a esperá-las.

Este arquivo em formato .pps, com teor semelhante e algumas fotos a mais, circula desde fevereiro de 2011.

Veja os vídeos sobre o casamento abaixo. As mesmas imagens servem para diferentes discursos:


Embora fosse uma farsa, este e-mail estava sendo propagado, há alguns anos, aqui no Brasil, inclusive, por jornais que afirmam praticar o bom jornalismo. 

Um desses matutinos é o jornal A Crítica, do Amazonas, que resolveu publicar, no dia 24 de abril de 2011, na página A14, do caderno Mundo, a "denúncia" falsa.

A matéria de Paul L. Williams começou a circular em agosto de 2009, porém, só agora, em abril de 2011, com mais de um ano e meio de atraso, o jornal A Crítica resolveu publicar essa matéria caluniosa como se o episódio tivesse acontecido recentemente. 

Jornais do Brasil como O Globo e o Estadão falaram sobre o casamento coletivo, mas em nenhum momento eles citam que o casamento foi com crianças. Ao contrário, eles lembraram que o casamento foi para ajudar casais pobres e mulheres viúvas o que é extremamente louvável. Porém, os sionistas inverteram e conseguiram incultar na cabeça de uns que o casamento era com crianças. 

O blog Thalita Maiani agiu com ceticismo.

Lembro a todos os Leitores e Seguidores:: É preciso tomar cuidado com a publicação desse tipo de material. É preciso investigar primeiro antes de publicar uma ofensa dessas. E você, leitor, sabe investigar e descobrir se o e-mail que chegou até sua caixa de entrada é um hoax ou não. E na melhor da hipóteses, exclui sem ao menos ler, para evitar vírus. 

Incrivelmente, esta notícia chegou até minha pessoa por intermédio de um colega de trabalho, como se fosse real. Fiquei estagnado, pois nunca tinha ouvido falar sobre tal acusação contra o islã. Por isso resolvi pesquisar e deu no que já havia imaginado. Mas ainda assim, com este artigo, poderá haver pessoas que irão acreditar neste e-mail e vão agir com demasiada repressão, o que considero um ato hipócrita, tendo em vista a situação das crianças e adolescentes brasileiras expostas a "músicas" pornográficas e pedófilas em público, sendo assistidas por seus pais como se fosse a coisa mais normal do mundo. O resultado: pequenos monstros sendo criados em casa e crianças sendo mães de crianças.

Conclusão: ser contra ou a favor do Hamas é uma coisa. Outra coisa é a existência do "casamento pedófilo", que na verdade foi pura mentira, um boato da internet.


Fonte: Blog O caçador
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