Desvenda-me ( texto de Izabelle Valladares)

Desvenda-me
"Sou feita da certeza de minhas brevidades,minha pressa:
Não sei ser alegre em doses homeopáticas;
Não sei ser triste pela metade.
Não me encho de coisas pesadas,
Sou abstêmia de todos os excessos,
Menos o de ser feliz.
Não sei andar no lugar comum,
Meu coração gosta das curvas de
Andar a beira do precipício,
Gosta de andar no limite,
De passar o estreito de sentir os pulmões sugarem o
Ar rarefeito.
Assim ele se sente, preso e livre ao mesmo tempo.
Preso em correntes de devoção, livre para viver o extremo.
Eu só vivo o extremo.
Pouco pra mim é pouco demais,
O médio não me satisfaz,
Ser parcial sempre pareceu louco a meu ver.
Atitudes me prendem para sempre, palavras me seduzem por um tempo
Soam docemente aos ouvidos, mas esvaziam-se com o tempo, as atitudes são eternas.
Gosto de preparar o coração para emoções, para saber aproveitar cada sensação que possa vir com esta.
Já desisti de me entender, e não julgo quem faz o mesmo,
Me entender não é uma questão de inteligência é uma questão de estado de espírito.
Viver comigo é fácil, ou me sente ou não me entende.
Não me permito ser abismo, quem aprende a viver em mim,
Sabe que minha estrada é segura, não sou deserto, não sou tormenta,
Sou o que sobrou de uma alma inquieta.
Sê meu tudo, meu caminho, meu destino,
Que te ensino a percorrer o lado protegido da minha personalidade,
Beijos não fazem parte de nenhum inventário maldito, amor pode não ser eterno,
Mas pode ser terno.
Não me procure onde seria óbvio.
Ali nunca vai me encontrar.
Desvende-me!
Izabelle Valladares

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Um comentário:

  1. Muito bom, Izabelle. A alma extrovertida, caridosa de sentimentos, que busca incessantemente na alegria de viver a própria felicidade e assim contagiar a todos, é esta pessoa.

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