27 de Janeiro de 2015 - Dia para ficar na lembrança - 70 anos de Fechamento do maior campo de concentração Nazista

AUSCHWITZ

O complexo dos campos de concentração de Auschwitz foi o maior de todos aqueles criados pelo regime nazista. Nele havia três campos principais, de onde os prisioneiros eram distribuídos para trabalhos forçados e, por um longo período, um deles também funcionou como campo de execuções. Os campos estavam localizados a aproximadamente 60 quilômetros a oeste da cidade polonesa denominada Cracóvia, na Alta Silésia, próximos à antiga fronteira entre a Alemanha e a Polônia no período que antecedeu a Segunda Guerra, mas que em 1939, após a invasão e a conquista da Polônia, foi anexada à Alemanha nazista. As autoridades das SS estabeleceram os três campos principais perto da cidade polonesa de Oswiecim: Auschwitz I, em maio de 1940; Auschwitz II (também conhecido como Auschwitz-Birkenau), no início de 1942; e Auschwitz III (também chamado de Auschwitz-Monowitz), em outubro de 1942
O campo de Auschwitz era subordinado à “Inspetoria dos Campos de Concentração”. Até março de 1942 esta Inspetoria era um órgão do Quartel-General das SS e, a partir de 1941, começou a fazer parte da Central de Operações das SS. De março de 1942 até a liberação de Auschwitz, a Inspeção era subordinada à Central Econômica-Administrativa das SS.
Em novembro de 1943, as SS decretaram que Auschwitz-Birkenau e Auschwitz-Monowitz se tornariam campos de concentração independentes. O comandante de Auschwitz I continou como comandante da guarnição de todas as unidades SS enviadas para Auschwitz e era considerado o oficial sênior entre os três comandantes. Os escritórios de administração da SS que armazenavam os registros de prisioneiros e gerenciavam sua distribuição de trabalho continuavam localizados na Auschwitz I. Em novembro de 1944, Auschwitz II foi reunificado a Auschwitz I, e Auschwitz III passou a ser denominado Monowitz.
Os comandantes do complexo de campos de concentração de Auschwitz eram: Tenente-Coronel da SS Rudolf Hoess, de maio de 1940 a novembro de 1943; Tenente-Coronel da SS Arthur Liebehenschel, de novembro de 1943 até meados de maio de 1944; e Major da SS Richard Baer, de meados de maio de 1944 a 27 de janeiro de 1945. Enquanto era independente, os comandantes de Auschwitz-Birkenau (novembro de 1943 a novembro de 1944) foram o Tenente-Coronel da SS Friedrich Hartjenstein, de novembro de 1943 a meados de maio de 1944 e o Capitão da SS Josef Kremer, de meados de maio a novembro de 1944. O comandante do campo de concentração Monowitz, de novembro de 1943 a janeiro de 1945, foi o Capitão Heinrich Schwarz.
AUSCHWITZ I
Auschwitz I, o campo principal, foi o primeiro a ser fundado perto da cidade polonesa de Oswiecim. As construções começaram em maio de 1940 em um antigo quartel da artilharia do exército polonês, localizado em um bairro afastado. As autoridades das SS obrigavam os prisioneiros ao trabalho forçado contínuo, com a finalidade de expandir os limites físicos do campo. Durante o primeiro ano de existência do campo, as SS e a polícia evacuaram uma área de aproximadamente 40 quilômetros quadrados como "área de desenvolvimento", reservada para uso exclusivo do campo. Os primeiros prisioneiros de Auschwitz eram alemães, transferidos do campo de concentração Sachsenhausen, na Alemanha, onde estavam encarcerados por infração criminal recorrente, e prisioneiros políticos poloneses que vieram de Lodz e estavam no campo de concentração de Dachau e de Tarnów, no Distrito de Generalgouvernment na Cracóvia (parte da Polônia ocupada mas não incorporada à Alemanha nazista, associada administrativamente à Prússia Oriental, ou incorporada à União Soviética ocupada pela Alemanha).
Similar à maioria dos campos de concentração alemães, Auschwitz I foi construído com três finalidades: 1) prender os inimigos reais e imaginários do regime nazista, e das autoridades de ocupação alemãs na Polônia, por um período indeterminado; 2) ter à disposição uma grande oferta de trabalhadores forçados para alocar aos empreendimentos das SS e relacionados à construção (e, mais tarde, produção de armamento e artigos de guerra); e 3) servir como local para a exterminação de grupos pequenos, de determinadas populações, conforme determinado pelas SS e autoridades policiais para manter a segurança da Alemanha nazista. Como vários campos de concentração, Auschwitz I possuía câmara de gás e crematório. Inicialmente, os engenheiros das SS construíram uma câmara de gás improvisada no porão do bloco de celas, o Bloco 11. Mais tarde, uma câmara maior e permanente foi construída como parte do crematório original, em outro prédio fora do complexo de celas.
Em Auschwitz I, os médicos das SS realizavam experiências “médicas” no hospital localizado no Bloco 10. Eram pesquisas pseudocientíficas em bebês, gêmeos e anões, além de fazerem esterilizações forçadas e experiências de hipotermia em adultos. O médico mais conhecido dentre eles era o infame Capitão das SS, Dr. Josef Mengele.
Entre o crematório e o quartel de experiências médicas ficava a "Parede Negra", frente à qual os guardas das SS executavam milhares de prisioneiros.
AUSCHWITZ II
A construção de Auschwitz II, ou Auschwitz-Birkenau, teve início em outubro de 1941, nas proximidades da cidade polonesa de Brzezinka. Dos três campos localizados perto de Oswiecim, o Auschwitz-Birkenau foi o que teve o maior número de prisioneiros. Era dividido em mais de doze seções, separadas por cercas com arame farpado eletrificado que, como em Auschwitz I, eram patrulhadas pelos guardas das SS e, após 1942, por guardas com cães policiais. O campo tinha seções específicas para homens, mulheres, um campo familiar para ciganos deportados da Alemanha, Áustria e do protetorado da Boêmia e Moravia, e um para famílias judias deportadas do gueto de Terezín.
Auschwitz-Birkenau também tinha instalações que funcionavam como centro-de-extermínio, e exercia um papel fundamental no plano alemão para exterminar os judeus europeus. A partir de meados de 1941, o gás Zyklon B foi introduzido no sistema dos campos de concentração alemães como forma de agilizar o extermínio. Em setembro, em Auschwitz I, deu-se o primeiro teste com o gás Zyklon B, e o "sucesso" destes testes levaram à adoção daquele gás em todas as câmaras de gás do complexo Auschwitz. Próximo a Birkenau, as SS iniciaram o processo de transformação de duas sedes de antigas fazendas em câmaras de gás. A câmara "improvisada" I entrou em operação em janeiro de 1942 e mais tarde foi desmontada. A câmara “improvisada” II funcionou de junho de 1942 até o final de 1944. As SS consideraram as instalações inadequadas para o volume de gás que eles haviam planejado usar para Auschwitz-Birkenau. Entre maio e junho de 1943, foram construídos quatro imponentes prédios de cremação, cada um com três componentes: uma área para os prisioneiros despirem-se, uma grande câmara de gás, e fornos crematórios. As SS mantiveram as operações com gás em Auschwitz-Birkenau até novembro de 1944.
DEPORTAÇÃO PARA AUSCHWITZ
Os trens chegavam constantemente a Auschwitz-Birkenau trazendo como carga judeus de praticamente todos os países europeus ocupados pela Alemanha ou a ela aliados. Estes carregamentos foram iniciados em 1942 e terminaram em 1944. Estes são os dados, em números aproximados, das deportações de judeus por país: Hungria: 426.000; Polônia: 300.000; França: 69.000; Holanda: 60.000; Grécia: 55.000; Boêmia e Morávia: 46.000; Eslováquia: 27.000; Bélgica: 25.000; Iugoslávia: 10.000; Itália: 7.500; Noruega: 690; outros (incluindo os prisioneiros de outros campos de concentração que eram despachados para Auschwitz-Birkenau ): 34.000.
Com as deportações provenientes da Hungria, Auschwitz-Birkenau tornou-se um instrumento de extrema eficácia dentro do plano alemão de destruir os judeus europeus. Entre final de abril e começo de julho de 1944, aproximadamente 440.000 judeus húngaros foram deportado, e cerca de 426.000 deles foram diretamente para Auschwitz. Deste, as SS imediatamente enviaram cerca de 320.000 diretamente para as câmaras de gás em Aschwitz-Birkenau, mobilizando quase 110.000 para trabalho forçado no complexo de campos de concentração de Auschwitz. Em questão de semanas após sua chegada, os judeus húngaros foram enviados pelas SS para trabalho escravos em outros campos deconcentração, na Alemanha e na Áustria .
No total, aproximadamente 1,1 milhão de judeus foram deportados para Auschwitz. Além deles, as autoridades das SS e das polícias colaboracionistas deportaram cerca de 200.000 pessoas de outras etnias para Auschwitz, incluindo 140.000 a 150.000 poloneses não-judeus, 23.000 ciganos roma e sinti, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e outros 25.000 civis(cidadãos soviéticos, lituanos, tchecos, franceses, iugoslavos, alemães, austríacos e italianos).
Os recém-chegados a Auschwitz-Birkenau passavam por uma triagem, na qual a equipe das SS decidia quem era capaz ou incapaz de realizar trabalhos forçados--a maioria--e os enviava diretamente para câmaras de gás, que pareciam banheiros com chuveiros para enganar as vítimas, para que o processo fosse mais rápido. Os pertences dos que iam para as câmaras eram confiscados e enviados para o depósito "Kanada" (Canadá), para posteriormente serem enviados à Alemanha. Para os prisioneiros, a palavra Canadá significava riqueza.
Pelo menos 960.000 judeus foram exterminados em Auschwitz, além de cerca de 74.000 poloneses, 21.000 ciganos, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e 10.000 a 15.000 civis de outras nacionalidades (cidadãos soviéticos, tchecos, iugoslavos, franceses, alemães e austríacos).
Em 7 de outubro de 1944, algumas centenas de prisioneiros destinados ao crematório IV em Auschwitz-Birkenau rebelaram-se após descobrirem que seriam assassinados. Durante a rebelião, os prisioneiros mataram três guardas, explodiram o crematório e a câmara de gás adjacente usando para tal explosivos trazidos clandestinamente para o campo por cinco judias que eram trabalhadoras forçadas em uma fábrica de armamentos bélicos nas proximidades. Os alemães acabaram com a rebelião, matando quase todos os prisioneiros envolvidos e enforcando publicamente as mulheres envolvidas, no início de janeiro de 1945.
As operações com gás continuaram até novembro de 1944 quando, sob as ordens de Himmler, as SS desabilitaram as câmaras de gás que ainda funcionavam. Em janeiro de 1945, as SS iniciaram a demolição das instalações remanescentes à medida que as forças soviéticas se aproximavam, em uma tentativa frustrada de esconder do mundo as barbaridades que praticavam.
AUSCHWITZ III
Auschwitz III, localizado nos arredores da cidade polonesa de Monowitz e também conhecido como Buna ou Monowice, foi fundado em outubro de 1942 para abrigar prisioneiros enviados para ali trabalhar na produção de borracha sintética. Na primavera de 1941, o conglomerado alemão I.G. Farben lá estabeleceu uma fábrica, na qual planejavam explorar a força de trabalho escravo dos campos de concentração para produzir borracha e combustíveis sintéticos. A I.G. Farben investiu mais de 700 milhões de Reichsmarks, cerca de 1,4 milhões de dólares na época, em Auschwitz III. De maio de 1941 a outubro de 1942, as SS transportaram prisioneiros de Auschwitz I para o "Anexo Buna", caminho que inicialmente faziam a pé, e depois de trem. Com a construção de Auschwitz III, no final de 1942, os prisioneiros que trabalhavam em Buna lá passaram a viver.
Auschwitz III também possuía um campo denominado “Campo de Educação pelo Trabalho”, no qual eram colocados prisioneiros não-judeus que os nazistas acreditavam haver violado a disciplina imposta pelos alemães no trabalho.
SUBCAMPOS DE AUSCHWITZ
Entre 1942 e 1944, as autoridades de Auschwitz fundaram 39 sub-campos; alguns deles foram fundados dentro de zonas de "desenvolvimento", dentre elas Budy, Rajsko, Tschechowitz, Harmense e Babitz. Outros, tais como Blechhammer, Gleiwitz, Althammer, Fürstengrube, Laurahuette e Eintrachthuette, localizavam-se na Alta Silésia, ao norte e a oeste do Rio Vístula; e os de Freudental e Bruenn/Brnona Morávia. Os sub-campos que produziam ou processavam produtos agrícolas eram subordinados administrativamente à direção de Auschwitz-Birkenau; por outro lado, os sub-campos utiliizados para a produção industrial e de armamento, ou indústrias de extração (tais como minas de carvão e pedreiras), eram subordinados a Auschwitz-Monowitz. Após novembro de 1943, esta divisão de responsabilidades administrativa foi formalizada.
Os prisioneiros trabalhavam em grandes fazendas, inclusive em uma estação experimental de agricultura em Rajsko. Eles também eram forçados a trabalhar em minas de carvão e pedreiras, com pesca e, principalmente, em indústrias de armamento, como a empresa das SS German Equipment Works, fundada em 1941. Periodicamente os prisioneiros passavam por uma seleção, e se as SS os julgasse fracos ou doentes demais para trabalhar os enviavam para Auschwitz-Birkenau para serem eliminados.
Em Auschwitz I, aqueles que eram escolhidos para o trabalho forçado eram registrados e tatuados no braço esquerdo com o número de identificação, após o que eram enviados para o campo principal ou para outros lugares no complexo, inclusive para os sub-campos.
A LIBERAÇÃO DE AUSCHWITZ
No final de janeiro de 1945, em pleno inverno, conforme as forças soviéticas aproximavam-se do complexo de campos de concentração de Auschwitz, as SS iniciaram a evacuação destes campos e seus sub-campos. As unidades das SS forçaram cerca de 60.000 prisioneiros a marchar na direção oeste do sistema de campos de Auschwitz, e muitos milhares foram mortos nos dias que antecederam o início da “Marcha da Morte”. Dezenas de milhares de prisioneiros, a maioria judeus, foram forçados a caminhar tanto para noroeste, por 55 quilômetros, para Gliwice/Gleiwitz, junto com os prisioneiros dos sub-campos no leste de Alta Silésia, tal como Bismarckhuette, Althammer e Hindenburg, quanto para oeste, por 63 quilômetros, para Wodzislaw/Loslau na parte ocidental de Alta Silésia, junto com os prisioneiros dos sub-campos localizados ao sul de Auschwitz, como Jawischowitz, Tschechowitz e Golleschau. Os guardas das SS atiravam em todos os que ficavam para trás ou que não conseguiam continuar. Os prisioneiros também sofreram com o mau tempo, fome durantes as terríveis marchas. Pelo menos 3.000 prisioneiros morreram quando iam para Gliwice; e estima-se que 15.000 mais tenham morrido durante as marchas de evacuação de Auschwitz e seus sub-campos.
Quando chegavam a Gliwice e Wodzislaw, eram colocados em trens de carga, sem qualquer tipo de calefação, e levados para campos de concentração na Alemanha, principalmente Flossenbürg, Sachsenhausen, Gross-Rosen, Buchenwald, Dachau, e também Mauthausen, na Áustria. A viagem de trem durava dias e, sem comida, água, abrigo ou cobertores, muitos não conseguiram sobreviver.
No final de janeiro de 1945, as autoridades das SS e da polícia forçaram 4.000 prisioneiros a caminhar para Blechhammer, um sub-campo de Auschwitz-Monowitz. As SS exterminaram cerca de 800 prisioneiros durante a marcha para o campo de concentração Gross-Rosen, além de assassinarem 200 outros que haviam ficado em Blechhammer devido a doenças ou a tentativas frustradas de se esconderem. Após um curto período de tempo, as SS transportaram cerca de 3.000 prisioneiros do complexo industrial de Blechhammer, na Polônia, do campo de concentração Gross-Rosen para o de Buchenwald, na Alemanha.
Em 27 de janeiro de 1945, o exército soviético ingressou em Auschwitz, Birkenau e Monowitz, liberando aproximadamente 7.000 prisioneiros, a maioria deles muito doente e morrendo. Estima-se que as SS e a polícia deportaram, no mínimo, 1.3 milhão de pessoas para o complexo de Auschwitz entre 1940 e 1945. Do total de 1.3 milhão as autoridades dos campos exterminaram 1,1 milhão.

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Conhecendo Frankfurt na Alemanha

Frankfurt pode até não estar nos sonhos de quem visita a Europa, por ser uma cidade pós moderna com preços lá em cima, principalmente na hospedagem, mas quem conhece sabe que é uma cidade encantadora, extremamente cultural, que faz ligações com estradas simplesmente perfeitas para o interior da Alemanha, com carros maravilhosas passando a mil por hora por nós, aliás, cada carro mais lindo que o outro, com festas pra lá de badaladas, gente linda por todos os lados, e mesmo não sendo simpáticos ...isso é fato! São educados e sérios, então vale á pena uma esticada para conhecer essa cidade movimentadíssima. 

Frankfurt é o centro financeiro e de transporte da Alemanha e o maior centro financeiro da Europa continental. Em Frankfurt estão localizadas sedes de importantes instituições como a do Banco Central Europeu, do Banco Federal Alemão e da Bolsa de Valores de Frankfurt, bem como vários grandes bancos comerciais, como por exemplo o Deutsche Bank, o Commerzbank e o DZ Bank. Nos transportes a cidade se destaca em âmbito mundial: o Aeroporto de Frankfurt é um dos mais movimentados de todo o mundo; a Estação Central de Frankfurt é um dos maiores terminais de trens da Europa; e a Frankfurter Kreuz é um dos trevos rodoviários mais utilizados na Europa. Ao mesmo tempo, a DE-CIX possui o maior tráfico de ponto de troca de internet do mundo.




Frankfurt-am-Main é o coração empresarial da Alemanha e seu centro financeiro. Totalmente reconstruída após a guerra, hoje é uma cidade moderna, dinâmica, com construções imponentes, como a simbolizar a potência econômica da Alemanha de hoje.  Desde o século 13 já era um importante centro comercial da Europa, e ainda hoje, as artes, museus, feiras, eventos e constantes exposições continuam fazendo desta cidade um destino excitante e convidativo

Visitei 3 vezes Frankfurt , todas as vezes com um grupo de escritores, nosso objetivo sempre é a Feira do Livro que acontece em Outubro, mas mesmo com o compromisso de trabalho é maravilhoso estar em uma cidade tão fervilhante.

                                      Com nossos amigos escritores na saída da Frankfurt Book Fair

A maior dificuldade para nós brasileiros é sem dúvida o idioma, então não deixe de levar um celular com tradutor que pode te ajudar se estiver perdido. Os bondes funcionam muito bem e os serviços públicos também, alugar carro é um pouco complicado como em toda cidade grande, nós alugamos 3 vans para seguirmos para Praga e pasmem...viajamos 6 horas em uma estrada que era um tapete sem nenhum pedágio e sem limite de velocidade...Pensem!




Comece sua caminhada pela área central, onde diversos trechos são exclusivos de pedestres. A vitrine comercial da cidade atende pelo nome de Zeil, uma larga e arborizada avenida exclusiva de pedestres, com mais de um quilômetro de extensão. A Zeil é considerada como um dos maiores shoppings da Europa a céu aberto, tal a variedades de lojas e número de visitantes. Também as ruas Fahrgasse e Hasengasse concentram boas opções comerciais. Para distrair a boca enquanto não chega a hora do almoço, sugerimos entrar numa confeitaria - elas existem às dezenas por aqui - e comprar uma das especialidades locais, o Marzipan. Estes deliciosos bombons de chocolate com amêndoas são campeões de vendas por aqui, e parecem ter até mesmo um gostinho de Alemanha.

Comer na Alemanha não é barato e beber menos ainda, a terra das cervejas oferece preços grandes como suas canecas mas com certeza aqui você vai experimentar o que há de melhor em matéria de cerveja.






Não deixe de visitar a  Alte Oper é uma das construções mais renomadas da cidade, fica na Opernplatz. Trata-se de uma reconstrução do prédio original, também totalmente devastado durante a guerra, mas que após o conflito foi restaurado de acordo com o projeto original (ao lado). Outro ponto famoso da cidade, a Goethe Haus foi o endereço do famoso poeta, entre 1749 e 1775, e é decorada com reproduções da mobília original de sua época, formando um verdadeiro painel doméstico do século 18. Uma das peças principais da casa é a autêntica escrivaninha utilizada por Goethe. E visite ainda o interessante Deutsches Filmmuseum, museu de cinema; o museu Judengasse onde se pode ter uma idéia de como era a vida nos antigos guetos judeus da cidade. Lá foi construído um memorial ao Holocausto.



   
Ficamos hospedados na famosa Zona Vermelha que não é legal de ficar hospedado em lugar nenhum do mundo, ao cair da noite é inofensiva, vemos o pessoal chegando para curtir, carros maravilhosos , limusines , mas quando acordamos, vemos o resto da noite pelas calçadas, bêbados e drogados, prostitutas, camisinhas e tudo o que imaginar, isso acabou nos afastando um pouco das ruas, principalmente a noite, mas...saíamos para jantar e tivemos a oportunidade de saborear carnes suculentas e muita batata, não usam o arroz habitualmente e o feijão então... Não pensar! 


Um dos pratos mais populares é a Frankfurter Wurstchen, lingüiça de porco defumada, geralmente servida com salada de batatas e Ebbelwoi, um delicioso vinho de maçãs. Depois siga o passeio visitando o Judisches Museum (Museu Judaico, na Untermainkai 14-5) e a Städtische Galerie und Städelsches Kunstinstitut (instituto de arte e galeria municipal, na Schaumainkai 
Há carrocinhas que vendem cachorros- quentes por toda a cidade, a mostarda de sabor apurado e o pão enorme dão a finalização no prato que pode ser considerado uma janta.

Um lugar que não pode deixar de visitar bem pertinho do centro, mostra muito mais que uma simples praça, mostra a história de Frankfurt propriamente dita,  trata-se da praça Romer (Römerberg). Este espaço livre rodeado por prédios de arquitetura em estilo característico germânico tem sua história iniciada ainda no século 12, quando era utilizado como mercado livre entre comerciantes locais e aqueles vindos da França e Itália. Ao longo do tempo a Romerberg afirmou-se também como a área mais nobre da cidade, passando a servir de local para cerimônias importantes, como festivais e coroações, celebradas na antiga prefeitura, a Zum Römer. O principal salão da prefeitura - Kaisersaal - abriga estátuas de todos os reis e imperadores germânicos, desde Friedrich Barbarossa (1152) até Franz II (1806).




Minha amiga Flávia Assaife dando uma volta



Não deixe de visitar, também na praça, o Historiches Museum, onde a história de Frankfurt é contata, inclusive com maquetes da cidade em diversas épocas. Causa tristeza conhecer a destruição quase total da cidade, ao fim da segunda guerra. Visite também a Alte Nikolaikirche, igreja gótica cuja origem remontam ao século 13, usada pelos imperadores germânicos durante dois séculos. Na praça estão ainda diversos restaurantes e lojinhas oferecendo todo tipo de souvenirs e lembranças de Frankfurt.

Só um comparativo de como ficou Frankfurt depois da Guerra









A Eschenheimer Turm é uma das poucas construções anteriores a guerra que se mantiveram de pé.A torre de 47 metros de altura foi completada em 1428 por ordem do Kaiser. Na realidade existiam mais de 60 torres cercando a cidade, quase todas foram demolidas entre 1806 e 1812, quando as muralhas da cidade também foram abaixo. A Eschenheimer Turm foi a única torre que conseguiu escapar de virar entulho, transformando-se num dos pontos históricos mais importantes da cidade. Desde 1992 a torre é aberta à visitação pública, sendo que em sua base existe um agradável café.
Depois visite o Museum für Moderne Kunst (museu de arte moderna, Domstrasse 10), a Goethehaus und Goethemuseum (Casa e museu de Goethe, maior poeta alemão, Grosser Hirschgraben 23-25), e a Paulskirche (igreja de São Paulo, na Paulsplatz).
Enquanto o lado norte da cidade abriga os prédios e o centro do comércio, a margem sul abriga pontos culturais importantes, como o Museumsufer, área dos museus e Sachsenhausen's, com suas antigas residências, tabernas e ruelas típicas.

Visitar Frankfurt faz com que nossos pensamentos se transportem no tempo em que a paz passava longe daquelas ruas, uma cidade forte mas que carrega a sombra do holocausto como qualquer lugar do país. 
Felizmente hoje vive em Paz e tem o progresso a seu favor, caminhando a passos largos em direção de dias cada vez melhores. 








Boa Viagem a todos! 

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