Viagem no Tempo - Fotografia Pós Morte - Hábitos Bizarros de um passado nem tão distante!

Em tempos Monárquicos e Coloniais, tudo o que o rei fazia , virava moda, mesmo que fossem coisas Bizarras, acabava sendo imitado pelo povo e principalmente pela nobreza e pela Burguesia que tentava chegar o mais próximo possível desta realidade.
Acontece que em uma destas “estranhices” a Rainha Vitória decidiu fotografar uma pessoa famosa da época que havia morrido precocemente ,  para que guardasse de recordação, assim, espalhou a estranha moda de Fotos “Post Mortem “

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(Pai com Criança dormindo - Ambos Mortos)


Post Mortem" vem do Latim, significando "Pós Morte", ou após a morte.
A partir desse momento, o "costume" lentamente se espalhou por diversas partes do mundo, sendo que várias famílias passaram a fazer a mesma coisa, guardando para si uma mórbida recordação do ente querido que havia partido muitas das fotos em hábitos comuns do cotidiano, como se ainda estivessem vivos.

Há um filme em que a Personagem principal achava o Album dos Mortos, " os Outros" em que a atriz principal é Nicole Kidmann.




Criança Morta - Pose de sono

Até os dias de hoje, por mais estranho que se possa parecer, em alguns lugares ainda se tem esse costume.
Durante o século XIX, o ato de fotografar os falecidos era bem mais comum, parecendo nos dias de hoje algo "mórbido" e sem sentido, mas naquele tempo se tornou um costume natural.
Criar álbuns com fotos dos familiares e amigos mortos, era uma espécie de negação da morte, ao mesmo tempo que as fotografias tornavam-se recordações guardadas pela família para se lembrar daqueles que se foram.

Na foto abaixo percebe-se o uso do Blush rosa no menino.

Além disso, observa-se que "fotografias" naquela época era um grande luxo, devido ao elevado preço para produzi-las e também devido à pouca quantidade de câmeras fotográficas e profissionais disponíveis.


Nesta foto, quem é o morto? - Errou quem apostou no sr. a morta é a menina em pé.


A fotografia "Post Mortem" em si era algo bem caro, e funcionava como última homenagem aos falecidos.
No ato de fotografar a pessoa que morreu à pouco tempo, estando o corpo em estado "fresco", eram criados verdadeiros cenários elaborados com composições muitas vezes complexas de estúdio para fazer os álbuns dos mortos, e assim tornar a morte menos dolorosa.


Em outros casos, após algum tempo do falecimento da pessoa, e ocorrido o "rigor mortis", era necessário inventar situações complicadas para a foto ficar natural, envolvendo a instalação de calços sob cadeiras e inclinar a câmera fotográfica para que a cena se ajustasse a posição fixa do cadáver.
Para essas fotos o importante era fazer parecer que os falecidos estivessem dormindo ou em posições de pessoas "vivas".

o Olho não era um problema , a maioria dos mortos abre os olhos devido a falta de irrigação dos mesmos, algumas empresas principalmente de locais que embalsamam os corpos para adiarem o enterro, chegam a passar uma gotinha de cola para isso não acontecer e assustar os transeuntes.


Família com a morta que está deitada no chão. 

Com isso, era comum fotos com grupos de mortos e também de pessoas vivas sentados fazendo poses com cadáveres.
Em algumas montagens, eram colocadas estacas de madeira por dentro da roupa dos cadáveres, ao mesmo tempo que eram maquiados e colocados em posições como se estivessem vivos, como: em pé ao lado de familiares, sentados com pernas cruzadas em sofás, lendo livros, abraçando um ente querido, ou outra pose que fosse normal para quem estivesse vivo.
Grande parte das fotos de bebês eram coloridas artificialmente para dar um tom de vida ao cadáver das crianças.

Observe na Foto abaixo, como a menina aparece tensa tirando a foto ao lado do irmão morto.


*Observa-se que fotos "Post Mortem" se diferem de fotos tiradas normalmente de cadáveres após acidentes ou decomposição, pois o intuito das fotografias e a "arte" por trás das montagens tinham finalidades apenas sentimentais, e não de impressionismo, como tirada por repórteres ou curiosos.

Na foto abaixo todas as moças estavam mortas, a que aparece de costas estava com o Rosto desconfigurado.


[Obs.: Rigor Mortis = Rigor mortis é um sinal reconhecível de morte que é causado por uma mudança química nos músculos, causando aos membros do cadáver um endurecimento ("rigor") e impossibilidade de mexê-los ou manipulá-los.
Tipicamente o rigor acontece várias horas após a morte clínica e volta espontaneamente depois de dois dias, apesar do tempo de início e duração depender da temperatura ambiente.

Essa foto abaixo foi tirada em São Paulo, atrás da foto havia a seguinte anotação : Julieta Bosco e Idalina Tozzi em um enterro.

Na média, presumindo-se temperatura amena, começa entre 3 e 4 horas post-mortem, com total efeito do rigor em aproximadamente 12 horas, e finalmente o relaxamento em aproximadamente 36 horas.
A causa bioquímica do rigor mortis é a hidrólise do ATP no tecido muscular, a fonte de energia química necessária para o movimento.

Moléculas de miosina derivados do ATP se tornam permanentemente aderentes aos filamentos e os músculos tornam-se rígidos.
A circulação sanguínea cessa, assim como o transporte do oxigênio e retirada dos produtos do metabolismo.

garotinha Morta com suas bonecas preferidas.

Os sistemas enzimáticos continuam funcionando após algum tempo da morte.
Assim, a glicólise continua de forma anaeróbica, gerando ácido láctico, que produz abaixamento do pH.
Neste momento, actina e miosina, unem-se formando actomiosina, que contrai fortemente o músculo.

Esta Jovem na Foto está morta, escorada por madeiras em pose natural. 


A seguir estão expostas algumas fotos "Post Mortem" originais tiradas em vários países, mostrando como eram feitos os retratos "tenebrosos" dos falecidos.
Observa-se que uma das fotos foi tirada no Brasil nos anos 1930, mostrando que o costume das fotos "Post Mortem" se espalharam pelo mundo na época

Na foto abaixo a Morta está de pé... sinistro










Richard Leon Joy, died at 21 days old. Notice the painted eyes over his eyelids. Precious little angel, yet scary to look at.






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Da série: Conhecendo Castelos com Izabelle Valladares (Castelo de São Jorge - Lisboa)

Chegar nos bairros centrais de Lisboa, e ver aquela muralha linda do  Castelo de São Jorge é no Mínimo impressionante. Imponente , majestoso atrai turistas do mundo inteiro curiosos com o que deve ter lá dentro.

O castelo domina a cidade do cume da mais alta de suas sete colinas, considerado o próprio berço da cidade de Lisboa.
A entrada custa em média 10 euros, e na subida há cafés charmosos, além da linda vista dos famosos telhados de Lisboa, que só se avista dali.

Se um eventual observador tivesse permanecido no alto destas muralhas ao longo dos séculos ele seria uma pessoa de sorte, pois teria a oportunidade de testemunhar a história e a evolução de uma cidade e de seu povo, pois a história deste castelo confunde-se com a própria história de Lisboa e de Portugal. Este endereço, por sua localização estratégica privilegiada, já era utilizado pelas mais antigas civilizações que aqui se estabeleceram, como ponto de observação e defesa.


Os primeiros registros conhecidos são dos tempos dos Cézares, quando os exércitos da Roma Imperial dominaram a península Ibérica e decidiram que esta era a localização perfeita para um forte militar. Por volta do século V, termina o domínio de Roma, e grande parte da Europa é tomada pelos Visigodos, tribos de origem germânica. Sua influência faz-se sentir também no extremo oeste da Europa, e a antiga fortificação Romana é adaptada para servir aos novos senhores. Sua dominação dura alguns séculos, ao fim da qual chegam os Árabes.

Os primeiros registros conhecidos são dos tempos dos Cézares, quando os exércitos da Roma Imperial dominaram a península Ibérica e decidiram que esta era a localização perfeita para um forte militar. Por volta do século V, termina o domínio de Roma, e grande parte da Europa é tomada pelos Visigodos, tribos de origem germânica. Sua influência faz-se sentir também no extremo oeste da Europa, e a antiga fortificação Romana é adaptada para servir aos novos senhores. Sua dominação dura alguns séculos, ao fim da qual chegam os Árabes.


A dominação dos Mouros nos territórios que hoje correspondem a Portugal e Espanha foi uma das mais longas e marcantes, e até hoje são diversos os exemplos de sua influência por todo o país. É graças a eles, que um dos bairros mais conhecidos da cidade chama-se Mouraria, próximo a esta colina. Eles aproveitam o forte já existente, decidindo também ampliá-lo e transformá-lo numa fortaleza completa. De certa forma, pode-se dizer que este período, entre os séculos X e XI, marca o nascimento do castelo de São Jorge, embora ainda sem esta denominação. O conjunto torna-se maior, tem uma grande muralha incorporada ao longo de sua periferia, e passa a desempenhar novas funções, servindo inclusive como proteção para outros prédios da cidade, e abrigo de sua população.
 
Em 1147, novos e importantes eventos mudam mais uma vez o rumo e a história do castelo. Dom Afonso Henrique expulsa os árabes (Mouros e Sarracenos) de Portugal, e tem início o período nobre da edificação. Mesmo antes de Lisboa ser elevada a condição de capital do País, ele passa a ser utilizado como residência real. A denominação Castelo de São Jorge é adotada apenas a partir de 1371, por determinação do rei João I, como comemoração a um pacto militar e político assinado entre Portugal e Inglaterra. O nome escolhido homenageava o conhecido Santo Guerreiro, sempre combatendo um dragão, e que já na época era um dos nomes mais venerados por ambos países. Até o reinado de Dom Manuel I, em 1511, época marcada pelo início das grandes navegações e descobertas, o castelo permanece como residência real e um dos principais centros da vida política e social da cidade.
 
               
Com a chegada do próspero período das grandes navegações, aumenta a fortuna do país, assim como o enriquecimento da família real, graças em grande parte às descobertas e ao ouro trazidos das novas colônias, inclusive do Brasil. Um local mais nobre e adequado é providenciado para abrigar a família real, fazendo com que o castelo assuma agora novas funções e passe a ser utilizado como prisão e quartel militar. Ao todo ele dispõe de seis mil metros quadrados de área, distribuídos em forma de quadrilátero. Sua longa muralha é intercalada por dez torres, sendo a principal a existente no centro da muralha sul. Dentre todos os atrativos do castelo, o principal talvez seja a magnífica vista de Lisboa, já que é exatamente daqui que se tem o melhor ponto de observação da cidade.

Um de seus pontos mais famosos é conhecido como Torre do Observatório, já que nela foi instalado o primeiro observatório astronômico da cidade, ainda em 1779. Anexas ao castelo encontram-se também várias construções históricas, como a Casa Ogival, que tem este nome graças à sua construção executada com cinco arcos em forma de ogivas. Entre os lados sul e leste do castelo pode-se ver ainda os vestígios do fosso que fornecia uma proteção adicional ao conjunto. Outro ponto característico fica junto à Praça do Poente, onde estava situado, junto à muralha norte, a Porta da Traição.


Infelizmente o terremoto de 1755 causa grandes danos ao castelo, a tal ponto que ele precisa ser abandonado, pois fica sem condições de utilização. Este intervalo dura 180 anos, durante os quais apenas ruínas podem ser vistas no topo da colina. Com a chegada do século XX, e o interesse cada vez maior da população em preservar seus marcos históricos, surge um movimento por sua recuperação, que tem o primeiro passo dado em 1910, quando o castelo é declarado Monumento Histórico Nacional, e prossegue em 1938, quando o governo militar dá início a um programa de reformas que consegue reconstituir grande parte da estrutura original.



Hoje em dia, para qualquer visitante que esteja em Lisboa, este é seguramente um dos pontos que não podem ser esquecidos. Seus jardins abrigam flores e lagos e são um convite à caminhada. Visite também o periscópio gigante da Torre Ulisses, o Espaço Museológico, onde é apresentado um interessante espetáculo multimídia sobre a história e evolução da cidade, e principalmente aprecie a sólida estrutura milenar desta fortaleza e da magnífica vista de Lisboa e do rio Tejo, aos seus pés. A subida até lá pode ser um pouco cansativa, por isso é aconselhável pegar um táxi ou o tradicional Bonde de Lisboa






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