Negro ou Branco...Seja consciente!

" Negro é Negro, não existe negro claro ou negro escuro, 
nosso DNA se for consultado vem do mesmo lugar, 
não sejamos conscientes só hoje, 
negro é raça, é força, é luta é sobrevivência, mas é consciência todo dia! 
Seja de cabelo alisado, seja de cabelo enrolado, de olhos claros ou de olhos escuros
Negro é negro!
A consciência não é para sermos somente conscientes de sermos negros, isso já sabemos ... a consciência serve para mostrar que a luta continua, que a reparação se faz necessária... quantos de nós negros , nos dias de hoje , temos bisavós que foram doutores? Uma minoria... pq? Pq? Pq os pais e avós deles eram escravos e não tinham nem o direito de saber ler ou frequentar uma escola, por isso a reparação temporal se faz necessária . Não são os Brancos de hoje que inventaram toda essa história, essa cultura Branca, mas são os negros de hoje que precisam ser conscientes para que essa desigualdade seja reparada. Antes de mais nada , somos todos humanos.
Salve o Rei Zumbi dos Palmares !
Sou negra e me orgulho disso! Ninguém é melhor que ninguém!
Brancos lindos+ Negros Lindos + Orientais lindos = Povo lindo, terra povoada, miscigenação!
Me acho linda negra e quero continuar negra! Simples Assim!
‪#‎coinsciencia‬ ‪#‎negritudeaindaquetardia‬ ‪#‎adoronegros‬



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Entrevista Publicada em Jornal Português - Izabelle Valladares

http://www.livroseleituras.com/web/index.php?option=com_content&view=article&id=1831:izabelle&catid=64:escritores&Itemid=175

Izabelle Valladares: "O maior desafio que enfrentei foi lançar o meu primeiro livro"

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Izabelle Valladares nasceu em Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brasil, em maio de 1975. É autora dos romances “A cúpula das vaidades”, “O regresso de Atlântida”, “Ecstasy” e “A colecionadora de espíritos”, do livro de humor “Quem disse que só fazemos amor?” 1 e 2, e dos livros infantis “Heitor Flexter, o menino herói”, “A viagem mágica de Bia e Dora”, “A viagem da chuva” e “Crónicas de Tartan”, além de participar e organizar dezenas de antologias. Alguns dos seus livros estão publicados em Português, Espanhol, Inglês e Francês. O seu documentário “Os maiores crimes de todos os tempos”, escrito em coautoria com Janduí Macedo, ganhou o prémio Interarte 2011, de melhor documentário criminal, da Academia de letras de Goiás. É presidente da Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas e participa em eventos literários no Brasil e um pouco por todo mundo.
Livros & Leituras – Que significado tem para si o ato de escrever e a partir de que altura este se tornou “profissional”? 
Izabelle Valladares – Tenho uma relação muito íntima com a escrita, pois sou neta de um grande jornalista brasileiro que ganhou o mais importante prémio do Jornalismo no Brasil, o Prémio Esso, e desde muito pequena convivo com as letras de forma harmoniosa, o que não teria como não acabar numa grande paixão. Escrevo profissionalmente desde 2009 e desde então vivo apenas da venda dos meus livros.
L&L – É preciso ser um bom leitor para se ser um bom escritor?
IV – Acredito que sim.
L&L – O seu trabalho é versátil ou, pelo contrário, tem um estilo muito próprio e facilmente identificável pelos leitores?
IV – O meu trabalho é versátil no género, tenho livros muito distintos, escrevo para crianças, adolescentes e adultos, mas todos com características próprias, principalmente os contos, que, aliás, sou apaixonada por contos e a maioria segue um mesmo estilo com tendência a finais infelizes.
L&L – Áreas como, por exemplo, a ilustração e a música têm vindo a afirmar-se na sua relação com a Literatura. Como encara esse facto?
IV –  Acho que as artes de modo geral se entrelaçam, quando ouvimos uma música, ou uma poesia, facilmente nos transportamos para algum lugar, o mesmo acontece nas ilustrações, como quando criamos uma poesia para uma fotografia ou uma obra de arte, acho que esta ligação automática acaba sendo esta relação também com as ilustrações.
L&L – A tradição oral representa, nalguns países da lusofonia, uma importante marca de identidade cultural. A globalização e a dificuldade em editar podem ser uma ameaça à perda desse património?
IV – Acho que os países lusófonos devem manter suas características linguísticas como mantêm as culturais, não sou a favor da reforma ortográfica, acho que a dificuldade de editar acaba até atrapalhando um pouco, pois se houvesse a unificação, seria mais fácil de vender os livros em todos os países lusófonos, mas, também acho que perder a identidade perde o sentido de cultura de cada país, e as diferenças acabam sendo um charme a mais na leitura e uma nova opção de aprendizado.
L&L – A Língua Portuguesa é uma mais-valia no panorama literário mundial? 
IV –  Acho que o escritor lusófono de forma geral está pouco valorizado, pois os livros estão pouco valorizados, e como as editoras comerciais estão cada vez mais raras, a cada dia que passa vemos escritores se auto-publicando apenas pelo fato de terem seus trabalhos lidos, ou fecham contratos absurdos com editoras gananciosas com um lucro estimado entre 3 e 6% da obra, aceitando as regras, mesmo estas sendo absurdas. Acredito que o escritor de Língua Portuguesa faz valer a mais-valia a partir do momento em que ele valoriza a sua mão-de-obra para chegar ao valor final de um livro, e não quando este se vende em contratos infames.
L&L – Quais os seus escritores lusófonos favoritos e porquê?
IV – Jorge Amado, por retratar fielmente a realidade do povo com linguajar simples e alcançando todas as classes.
L&L – Ao nível da Literatura, que medidas poderão ser implementadas para que o universo lusófono seja uma realidade mais coesa entre escritores de diferentes nacionalidades?
IV – Acho que as medidas já estão sendo tomadas pelos líderes de Associações de Escritores que unidos fazem este intercâmbio línguístico sair do papel e conseguem mostrar a identidade literária da sua nação, além de formar livros cooperados que difundem não só a língua mas também os autores em outros países que não os da sua origem.
L&L – A Internet e os recentes suportes informáticos contribuem para o reforço e promoção do seu trabalho?
IV – Certamente, é o principal veículo de divulgação.
L&L – Qual o maior desafio que já enfrentou ou que gostaria de enfrentar em termos profissionais?
IV –  O maior desafio que enfrentei foi lançar o meu primeiro livro, e o que gostaria de enfrentar seria montar bibliotecas comunitárias em diversos países realmente carentes de educação.

*Entrevista realizada no âmbito do “Munda Lusófono – 1º Encontro Literário de Montemor-o-Velho”

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