A Mãe mais jovem do Mundo deu luz aos 5 anos de Idade. Pasmem!

Lina medina nasceu no Peru, em 1933, e 5 anos e 7 meses depois deu a Luz ao seu primeiro filho. Parece inacreditável, mas , essa história é real. 



Ao perceberem o aumento absurdo do abdome da filha, os pais procuraram os xamãs locais, acreditando que a menina estava possuída por alguma entidade demoníaca. 
esse fato raro e isolado só foi possível por uma condição rara da menina, chamada Puberdade precoce, com 8 meses de nascida Lina já havia tido o seu primeiro Ciclo Menstrual, e aos 4 anos de idade já tinha todos os órgãos sexuais e reprodutivos completamente desenvolvidos. 



Quando a gravidez foi descoberta, Lina já tinha 8 meses de gestação, e por incrível que pareça, ela teve o filho de Parto Normal, e era tão criança que não lembrava-se de quem havia a engravidado. As autoridades prenderam seu pai, mas depois o soltaram por falta de provas. 



O pai manteve-se oculto e a menina e o filho viviam em absoluta pobreza sem nenhuma ajuda de recursos do governo Peruano. 

Após alguns anos Lina soube que o menino 5 anos mais jovem criado como seu irmão era seu filho, casou-se novamente em 1972, teve outro filho aos 38 anos de idade e até hoje o mistério de quem é o pai da criança permanece e Lina que mora em Lima, não aceita dar entrevistas ou falar sobre esse assunto. 



No Peru, muitas vezes a garota era associada com a Virgem Maria, que havia concebido um filho sem o pecado original , por obra do Espírito Santo. Algumas pessoas da região acreditam até hoje que Geraldo é filho do deus Sol. 

Após o nascimento, policiais, doutores e uma equipe de filmagem chegaram à vila para reportar o ocorrido. Muitas pessoas quiseram auxiliá-la, chegando a existir uma oferta de 5 mil dólares de um empresário estadunidense. Uma oferta mais ousada veio de Nova Iorque, propondo mil dólares por semana, mais despesas, para que Lina e o filho fossem colocados em exposição na Feira Mundial da cidade. A única proposta aceita pela família foi a de um empresário estadunidense que a mãe e o bebê fossem aos EUA para que cientistas analisassem o caso. A oferta incluía o conforto financeiro vitalício dos dois.



Em poucos dias, o Estado peruano proibiu todas as ofertas anteriores, alegando que Lina e o filho estavam em ‘‘perigo moral’’, e chegou a criar uma comissão para protegê-los. Mas após seis meses o governo os abandonou.

Lina permaneceu no hospital por onze meses e só pôde voltar para a família após o início de procedimentos legais que levaram a Corte Suprema a permitir sua convivência com os pais. Alguns anos depois, o Estado expropriou Lina e destruiu sua casa, onde hoje existe uma estrada. Hoje ela espera que o governo lhe dê o equivalente a uma propriedade, para compensar a casa já perdida. Segundo o atual marido de Lina, o imóvel valia cerca de 25 mil dólares. Caso conseguisse a moradia, Lina encerraria uma longa batalha judicial.




Em 1972, a mãe mais jovem do mundo se casa, pela primeira vez, com Raúl Jurado e no mesmo ano, aos 38 anos, tem seu segundo filho, que vive no México. Atualmente vive no caminho de um beco escuro parcialmente interditado por placas de madeira em um bairro pobre e com alto índice de criminalidade na capital peruana de Lima, conhecido na localidade como o ‘‘paraíso dos ladrões’’ e "Chicago Chico" (‘‘Pequena Chicago’’), em alusão à cidade estadunidense Chicago.



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Insatisfação Crônica - O mal do século!

Vivemos tempos estranhos. Aproxima-se o Carnaval e logo, as pessoas estarão na rua fazendo piadinhas sobre uma das piores fases em que nosso país está passando.


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A euforia mostrada em certas ocasiões festivas é uma contradição com o real estado de espírito das pessoas.
Parecemos estar vivendo um estado anestésico de efeito Zumbi, quando antes ingeríamos os enlatados importados dos E.U.A como dizia Renato Russo, hoje nós somos os enlatados. 

Somos bombardeados por inúmeros apelos de consumo minuto a minuto. Tudo inspira o consumo e nunca vivemos uma época tão positiva no que se refere a possibilidade de adquirir aquilo que se deseja. Sendo que em momento algum estamos preparados para essa realidade feliz consumista, mas queremos tudo e quando não o temos, a insatisfação gerada é tão grande que parecemos infelizes. 

O grande enigma que ninguém consegue decifrar é o do próprio desejo, pois aquilo que anunciamos ser o nosso desejo é uma parede de fundo falso. Nem sempre queremos ou suportamos aquilo que desejamos. Muitas vezes desejamos o que nos parece impossível somente para provar que estamos insatisfeitos com o anterior. Quantas e quantas vezes, temos algo que nos satisfaz, mas ainda assim, queremos outro que pode até não satisfazer, mas ao nosso desejo nos parece melhor? Pode ser o carro, o telefone, o quintal, o namorado, a mulher, enfim... Nem o casamento da Angelina Jolie e do Brad era perfeito e nós não sabíamos.

O desejo humano é muito parecido com um cigano sempre acampado num lugar provisório em busca da descoberta do ouro. Mas esse ouro é feito de uma matéria sem forma a qual você não é capaz de encontrar, controlar ou se satisfazer.


Esse desejo não consegue ser realizado como prometem as campanhas publicitárias e nem superado como pregam os ascéticos, as religiões e as autoajudas. O desafio de lidar com esse desejo é o de suportar conviver com ele sem alimentar ilusões de realização ou desespero por nunca cumpri-los, o que sempre pode acontecer.



vejo as empresas de MMN, as pessoas que oferecem em vídeo a barriga do sonho, o peito que bate no queixo, a bunda que bate na nuca, enfim... nunca fomos tão facilmente manipulados por imagens como somos hoje em dia.



Todos querem a família de margarina, sem problemas, os filhos estudiosos, o marido trabalhador, o amigo cervejeiro, a cunhada dançarina, enfim... todos querem tudo, não pode ser uma coisa ou outra, tem que ser tudo ao mesmo tempo agora. 
 Podemos ver claramente isso acontecendo em nossa vida quando estamos nos sentindo insatisfeitos com tudo à nossa volta. Portanto, proibir ou incentivar a realização dos desejos seria inócuo, o segredo está em nos perdoar por não conseguir gozar a quantidade enorme de apelos que se fazem hoje em dia.

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Imagine que você passa num restaurante self-service e tem o desejo de comer tudo disponível, mas seu prato e seu estômago não comportam tudo ali. Nesse momento surge a maturidade de permitir-se querer todas as comidas e, no entanto, se desculpar por ter uma capacidade limitada de lidar com o ilimitado. Escolhas feitas sob essa perspectiva nos liberam do mal-estar generalizado a que somos submetidos. Como se seu pai dissesse à você quando pequeno, “pegue o que conseguir comer, mas o que não conseguir tudo bem, até o dia que vai saber exatamente quanto cabe no seu estômago.”

Essa pai fictício está ensinando a você a arte de escolher entre os desejos possíveis de realizar e aqueles que você pode abrir mão sem ficar com culpa ou insatisfação.

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O insatisfeito crônico sofre do mal da abundância vazia, pois parece que existe tanto a escolher que ainda que ele escolha fica insatisfeito porque poderia ter escolhido muito mais. Sim, existe um território enorme de possibilidades a serem exploradas, mas você só consegue andar 10 metros por dia. Alegre-se com esse trecho caminhado.

Eu sofro com isso. E sofro muito.

Quando estou em casa, quero viajar, acordo todo dia suspirando de vontade de acordar em outro lugar. 
Quando estou viajando, queria estar em casa. 
Se encontro um homem legal, em meio tempo eu já começo a caçar seus defeitos, se encontro o perfeito, arrumo um defeito pra ele, porque é mais fácil querer o novo que se adaptar e aceitar que o velho lhe satisfaz e pronto. Mas, para o insatisfeito crônico, sempre haverá um mas... mas e se aparecer algo melhor e eu estiver acompanhada? 
E se eu enjoar dessa pessoa daqui há 5 anos, será que vou arrumar outra?



A sensação é como se sempre estivesse acontecendo uma festa maravilhosa onde todos estão curtindo além dos limites só que você não tem o endereço.

As pessoas hoje não se sentem mais envergonhadas como há duzentos anos, mas se sentem otárias deixadas do lado de fora da grande festa.

Mas essa grande festa está acontecendo nos paraísos da Terra, nas grandes viagens, nos amores ideais e dos prêmios da mega-sena? Os gananciosos afirmarão que sim porque eles estão na corrida maluca para chegar e produzir essa festa. Os medrosos dirão que não porque estão ressentidos e conformados com suas teorias (auto-enganosas) do tipo “eu não preciso disso para ser feliz”.

O que eu chego a concluir é que essa festa não existe e nem deixa de existir pelo simples fato de que é impossível de acontecer.
E nós,continuaremos nessa dança automática, zumbisada chamada vida, esperando o DJ trocar de música, e  perceber que a anterior era melhor, ou que a próxima pode ser melhor ainda, e quando percebermos, nossa vida inteira não passou de uma simples expectativa do novo, do desejo contínuo de mudança e da vontade louca de fazer novas escolhas. 

Então se você quiser deixar de se sentir um eterno insatisfeito que foi barrado na festa do gozo pleno admita para si mesmo essa impossibilidade, sem culpa ou desilusão.

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Por que mudei a minha opinião sobre as Cotas Negras?

Caros leitores abrir o leque de opinião sobre as cotas negras sempre é um assunto delicado, tanto para os negros, quanto para as demais raças que sentem-se afetadas ou beneficiadas com as cotas.
No ano de 2010, estive na Áustria em um debate com alguns membros da ONU, defensores das Cotas, Educadores contra e a favor, todos com excelentes argumentos, e eu estava na ala totalmente contra, mas o motivo era fácil, meu convívio até então, com as pessoas que realmente eram afetadas pela existência das cotas era muito Limitado. Apesar de ser neta de um Jornalista e fazer parte de uma verdadeira e expressiva minoria de negros da minha faixa etária com avós com curso superior, não entendia e não compreendia a verdadeira necessidade dessa compensação temporal, peço até desculpas publicamente a quem ouviu as "abobrinhas" defensivas de minha parte que alegava que não havia essa necessidade.
Somente depois da experiência de visitar várias Unidades do Cras : Centro de referência da assistência Social, com palestras sobre o meu Livro Ecstasy e após ter visitado alguns presídios fazendo um trabalho de campo para o documentário "Os maiores Crimes de Todos os tempos" que me dei conta da real necessidade da criação das cotas.
Hoje afirmo... As Cotas para Negros Precisam existir! 
Não julgando os benefícios que a constituição federal sempre tenta implantar e ouvir a sociedade na correção das injustiças e na tentativa de uma sociedade mais justa.
Para quem é contra as cotas, sugiro que vá passar 1 dia apenas, nas comunidades que abrigam a maioria e que muitos chamam favelas ou que passe um dia, apenas um dia, em um presídio, para entender a gravidade e a urgência de mudanças.
Ser Pobre é um Problema, mas ser pobre e negro, é um estigma social profundo.
Quando comecei esse trabalho com o Cras, enchia o peito para dizer que eu era Negra e no entanto, sem o uso de Cotas, cheguei onde eu queria, mas, no entanto, em minha ignorância, não percebia que as mazelas de uma sociedade carente, eram muito mais profundas que simplesmente ser negro.
Não nasci em nenhum berço de ouro, brinco inclusive com minhas filhas, que elas são privilegiadas, em acordar todo dia e ter na mesa, o pão, o presunto, o suco e demais iguarias que muitas vezes rejeitam por não estarem com fome e relembro para as mesmas que eu só tinha manteiga e olhe lá, e no dia de domingo, tinha direito a ovo e queijo e coca-cola, mas só domingo, e ainda assim , percebo hoje o quanto tive uma infância privilegiada. Meu pai era vendedor, tinha épocas boas de grana e épocas péssimas, viajava a semana inteira e só convivíamos nos finais de semana e minha mãe, dona de casa. Então, o caminho para mim não foi fácil, comecei a trabalhar no inicio da minha adolescencia, com 14 anos, já pagava meu curso de inglês, mas tive a sorte de encontrar pessoas que foram abrindo caminhos no meio dos labirinto para eu conseguir passar. Mas, sei o que é não ter dinheiro, não ter opções e ter que segurar a onda muitas vezes sozinha, como mãe, como mulher e como negra, sei de todas as dificuldades, mas, ainda assim era contra as cotas. 
Hoje percebo que não há como exigir de cada menino negro, de cada menina negra neste país que cheguem aonde querem, para se ter uma noção, hoje em dia, em escolas particulares de classe média, você conta nos dedos a quantidade de negros em sala de aula, quando visita unidades carentes, o quadro é o contrário, você conta nos dedos a quantidade de brancos, e é unanime afirmar que vivemos em um país em que a educação pública está muito aquém do que qualquer cidadão pode chamar de educação. O sistema está falido! Professores mal remunerados, com salários atrasados, péssimas condições em sala de aula, banheiros imundos, quebrados, falta de ventiladores em Estados que chegam a apresentar sensação térmica de 48 graus, contra crianças que estudam no ar condicionado, com salas chamadas brinquedotecas, wifi home, tablets de última geração, enfermaria, salinha do descanso,  professores bem remunerados que não precisam fazer greve, cadeiras anatômicas, psicólogos que auxiliam em casas em que os pais brigam ou são ausentes, orientador educacional para conversarem sobre suas vocações e aptidões e toda estrutura para chegar na Escola e passar um dia maravilhoso sem incômodos simplesmente indo fazer ali o que foram designados a fazer: Aprender! 
Em uma dessas visitas um menina negra, veio se despedir de mim e me deu uma flor, e me disse: "Quando eu crescer quero ser igual a você, uma princesa e ter um carro, mas não um carro preto igual ao seu, quero um carro branco, preto é feio" . Essa frase me marcou muito, primeiro por achar que toda menina deve se considerar uma princesa, pois assim via minhas filhas na idade dela e assim as protegia como se pudesse colocá-las em uma alta torre no mais belo castelo, e segundo pela entonação da vida de achar que o Preto é feio. E dali em diante passei a refletir na feia realidade que estas crianças vivem, na luta que deve ser chegar ao ensino médio completo, nos olhares desejosos de bonecas e brinquedos, quando só se tem barro para brincar e latas velhas. 
Os negros não descendem de Escravos, eles descendem de seres humanos que foram escravizados, retirados de suas terras, imaginem hoje, vir uma raça de outro planeta, como já vimos em tantos filmes, nos escravizarem , levarem e sermos nós humanos, sem desigualdade ou raça a escória da sociedade? É exatamente assim que aconteceu com os negros. E se houve a injustiça no passado, hoje a justiça é preciso ser feita, a compensação temporal é necessária, pois esse quadro necessita mudar. 

São 200 anos de espera por igualdade. Os negros sempre estiveram à margem, e agora ganham a força da voz e das redes sociais para a propagação de seus direitos. 


Esse tempo de exclusão já passou, nossa sociedade precisa resolver esse problema com urgência. Educação é o caminho para o fim da violência, para o fim da desigualdade, para o fim do preconceito, mas, em um país que não trata a educação com seu devido respeito, as cotas tornaram-se a solução a longo prazo, pois os negros que hoje alcançam a Universidade, apesar de ainda serem uma minoria, serão os pais que também terão condições de dar boa educação aos seus filhos. 

Pense que há pouco menos de 100 anos atrás, enquanto a sociedade branca exibia-se em seus grandes casarios com suas eiras, beiras e tribeiras, os negros não tinham sequer o direito de comprar uma casa, e mesmo que tivesse dinheiro não podiam e assim seguiam, sem eira nem beira. Hoje, as áreas invadidas nos morros, eram as áreas que podiam ser ocupadas pelos negros, não é porque o negro acha bonita a vista lá de cima é porque era o que tinha pra eles e para os seus direitos, de 60 anos, mais ou menos para cá, que este quadro passou a mudar, mas o preconceito existe até hoje, infelizmente. 

Foi vendo meninos e meninas negros, e negros e pobres, tentando uma chance, sofrendo, brilhando nos olhos uma esperança incômoda diante de tantas amarguras, que fui mudando minha opinião. Não foram argumentos simples de quem nunca encarou a realidade, embora eu sempre convivi com desigualdades, foi passar não um, mas vários “dias na cadeia”. Na cadeia, não é simplesmente na Prisão, no presídio, mas na cadeia deles, na cadeia que a vida os impôs, na cadeia dos pobres, lugar de onde vieram meus pais, de um lugar que hoje tenho certeza que não experimentei. De onde eles vêm, as cotas fazem todo sentido.

Não se descobre ser a favor das Cotas em teses e livros bem encadernados, se descobre encarando o cotidiano dessas pessoas, teses existem até para defender o nazismo. Mas beiram a ignorância quando se percebe que quem as escreveu nunca viveu um dia sequer daquela realidade. Respeito quem é contra, mas convido-o a trocar de lugar por apenas um dia para entender que cotas são necessárias e não um luxo dado a determinada raça. 
Conversar com salas com 500, 1000 crianças e adolescentes pobres, em sua maioria negra, onde te enxergam não como um deles, mas como uma pessoa de sucesso e ver os olhinhos viajarem em suas histórias e seus ouvidos absorverem seus sonhos e os teletransportarem pelo menos por instantes a vida que lhes traga esperança, fez mudar os meus pensamentos. 



Podemos considerar não apenas os deficientes físicos (o que todo mundo aceita), mas também os econômicos, e dar a eles uma oportunidade de igualdade, uma contrapartida para caminharem com seus co-irmãos de raça (humana) e seus concidadãos, de um país que se quer solidário, igualitário, plural e democrático. Não podemos ter tanta paciência para resolver a discriminação racial que existe na prática: vamos dar saltos ao invés de rastejar em direção a políticas afirmativas de uma nova realidade.

Não precisamos que vários Martins Luthers Kings sejam assassinados, não precisamos que novos Malcons X preguem a violência como subterfúgio a segregação, precisamos é que providencias sejam tomadas, e estas providências precisam partir de cada um de nós.  
E não me venham burguesezinhos que moram em outros países para fugir de suas próprias realidades insinuarem que são contra por isso ou por aquilo, pois simplesmente não vivem essa realidade. 
As cotas são uma chance, para quem nunca teve chance alguma, para quem como eu, ou como minhas filhas ou tantos outros negros e descendentes, não tiveram o Plano A e o Plano B, para tomarem decisões. 
Quer presídios vazios? Invista nas cotas, invista em escolas com boas condições, em projetos sociais de integração e aprendizado. 
A educação, principalmente a pública, precisa ser adequada  para que estudem e pelo conhecimento mudem sua história, e a do nosso país pois, afinal de contas, moraremos todos naquilo que estamos construindo. Por que países como a Suécia, fecham as portas de seus presídios por falta de presos? Porque abrem as portas de suas escolas, porque as crianças são alfabetizadas com 5 anos, porque os jovens recebem do governo salários para estudarem, enquanto aqui no Brasil, lamentamos que os filhos dos presos recebem salários quando os pais foram presos. 
As cotas são necessárias, são compensadoras e já provaram que são benéficas a toda sociedade. 
Tenho meus heróis e heroínas negras, três deles me ajudaram muito a pensar como penso hoje. 
Luislinda Valois, hoje Ministra dos Direitos Humanos, Sérgio Carvalho, militante afroparceiros, e João Jorge, presidente do bloco afro Olodum, pessoas que sem preconceito trilharam seus caminhos de sucesso, encontraram seus anjos, seus orixás, seus sonhos e assim são hoje vozes importantes que clamam e lutam por um futuro melhor, à vocês meu agradecimento por terem me tornado uma pessoa melhor e mais esclarecida. 

Com Luislinda Valois - Minha Diva,minha heroína. 
Com Sérgio Carvalho... Amor pra mais de 2 metros. 
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Com João Jorge - Olodum- Respeito por quem sabe chegar!
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Euzinha... 
Izabelle Valladares, escritora, negra, vitória e salgueirense. 

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Yemanjá tão branca quanto Jesus Cristo...

É passada a hora de enegrecer o nosso pensamento, respeitando toda diversidade. Ontem, no dia de Yemanjá, parei para refletir... e gostaria de saber de onde tiraram da África uma Yemanjá branca, de cabelos lisos pela cintura e olhos azuis em muitas imagens, sendo que para começo de conversa, na cultura africana ela sempre aparece de rosto coberto e não indo muito longe, Jesus Cristo loiro de olhos azuis nascido em pleno Oriente Médio próximo a fronteira africana? É hora de revermos conceitos e interiorizar as crenças não estereotipando o que, infelizmente, é mais fácil propagar e aceitar nessas imagens, o preconceito existe até mesmo quando não aceitamos o óbvio.
Izabelle Valladares 





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