Pra vó

Vó nem sempre é de sangue. Tem vó que é de vida e vó de vida também molda nosso rosto com seus beijos e acaba nos deixando um pouco parecida com ela, sabemos disso quando alguém diz: Você lembra a sua avó. Eu tive uma avó assim, uma avó que ñ tinha meu sangue,mas, tinha e me enchia de amor. Que com paciência trançava meu cabelo com tanta força que a trança durava três dias e eu era quase uma japonesa preta naqueles dias.Uma avó que me  ensinou que hora de acordar era ás 6 da manhã, que sol ñ gostava de chegar e pegar ninguém dormindo, que molhar o pão no café coado no coador de pano na caneca de ferro esmaltado era a melhor forma de começar o dia. Fui privilegiada em  um dia ter uma avó assim, que mesmo com mais de 20 netos, sabia ser avó pra todos, sabia fazer a melhor galinhada do domingo e não brigava quando entravámos por um lado da casa e saíamos do outro com os pés cheios de lama do enorme quintal de terra vermelha. Que me ensinou a fazer bola de meia. Vou sempre lembrar sempre de todos
os momentos que esteve conosco.
Lembrar de cada detalhe,
da expressão do seu olhar...
Do seu sorriso ... De quando não podia largar a costura, de quando me ensinou a cerzir...palavra que minhas filhas hoje desconhecem.
Do abraço apertado.
Existem situações na nossa vida
que não podemos evitar.
Mas, há pessoas que passam por nossa vida e resolvem ficar, mesmo quando já partiram.

Homenagem a minha avó Joselha, que foi madrasta da minha mãe e foi avó de meio mundo.
Share on Google Plus

0 comentários:

Obrigada por comentar em meu Blog, sua visita é uma honra, caso deseje fazer alguma solicitação pode usar meu e-mail valladares@grupoliterarte.com.br